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Maysa Polcri
Publicado em 31 de março de 2026 às 16:45
O Conjunto Penal de Irecê, no centro-norte baiano, foi alvo de uma operação contra o crime organizado, na segunda-feira (30). Mesmo presos, os detentos vendiam drogas e praticavam extorsão contra familiares de outros presos. As vítimas eram obrigadas a pagar até R$ 10 mil aos criminosos. >
Segundo a Polícia Civil, três homens envolvidos diretamente com os crimes foram identificados. Foram cumpridos três mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão em endereços localizados no centro do município, além do próprio Conjunto Penal. Os investigados exigiam valores de familiares de apenados, cujas transações variavam entre R$ 200 e R$ 10 mil.>
Revista encontrou documento com regras de facção
As equipes autuaram em flagrante um dos internos, que já cumpria pena por latrocínio, após serem encontradas porções de cocaína, maconha e haxixe na cela em que ele está preso. As investigações seguem com o objetivo de identificar e responsabilizar criminalmente outros envolvidos no esquema.>
A operação Lockdown foi realizada pela Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) do município, com apoio da Delegacia Territorial (DT/Irecê) e do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Chapada), vinculado à 14ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Irecê). >
Em janeiro deste ano, um documento com regras de convivência e ordens internas para os presos do Conjunto Penal de Irecê foi apreendido na unidade. No documento, escrito a mão em duas folhas de papel, constam normas que deveriam ser seguidas por todos os internos, como a proibição de roubo dentro do pavilhão, o silêncio a partir de determinado horário e até o dia específico para a masturbação. >