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Justiça decide que motorista que atropelou e matou policial aposentada na Pituba vai a júri popular

Defesa ainda pode recorrer da decisão; Martha Maria dos Santos, de 60 anos, morreu em outubro do ano passado

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 27 de maio de 2026 às 14:35

Marta Maria dos Santos
Policial rodoviária federal apresentada passou dez dias internada, mas não resistiu aos ferimentos Crédito: Reprodução

A Justiça da Bahia decidiu levar a júri popular João Victor Santos Barreto, de 20 anos, acusado pela morte da policial rodoviária federal aposentada Martha Maria dos Santos, 60. A mulher foi atropelada enquanto praticava corrida na Avenida Paulo VI, no bairro da Pituba, em Salvador, em outubro do ano passado. A defesa pode recorrer da determinação. 

A decisão foi assinada pela juíza Andrea Teixeira Lima Sarmento Netto, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, na terça-feira (26). Segundo ela, há indícios suficientes para que o caso seja analisado pelo Conselho de Sentença, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.

De acordo com o Ministério Público da Bahia, João Victor dirigia um Ford Ecosport sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), em alta velocidade e na contramão, quando atingiu a vítima. Martha sofreu traumatismo craniano e morreu após ficar internada no Hospital Geral do Estado (HGE).

Carro atropelou Marta Maria dos Santos por Reprodução

Ainda conforme a denúncia, o acusado deixou o local sem prestar socorro e, depois do acidente, teria mandado trocar o para-brisa do veículo para dificultar as investigações. Laudos periciais apontaram que o carro apresentava danos compatíveis com atropelamento e confirmaram a substituição da peça original.

A defesa pediu a desclassificação do caso para homicídio culposo no trânsito, alegando ausência de dolo eventual, quando o autor assume o risco de matar. Também sustentou que a troca do para-brisa não teve intenção de atrapalhar a Justiça. A Justiça não acatou os pedidos da defesa. 

Além do homicídio qualificado, João Victor responderá pelos crimes de fraude processual e por dirigir sem habilitação gerando perigo de dano. A prisão preventiva do acusado foi mantida. A defesa ainda pode recorrer da decisão da Justiça que determinou que o caso seja levado a júri popular, por isso, a data do julgamento ainda não foi definida.