Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Maysa Polcri
Publicado em 23 de abril de 2026 às 18:34
A 5ª Vara da Justiça Federal em Santos, em São Paulo, aceitou nesta quinta-feira (23) o pedido da Polícia Federal e decretou novamente a prisão preventiva do MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, além do influenciador baiano Diogo 305. Eles e outros investigados são suspeitos de envolvimento em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. >
A nova decisão ocorre após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder habeas corpus em favor do baiano Diogo Santos de Almeida, o Diogo 305. A medida havia sido estendida inicialmente aos cantores e ao dono da Choquei, segundo informações do jornal O Globo. >
MC Ryan e MC Poze do Rodo foram presos
A Polícia Federal fez um pedido requerendo que as prisões preventivas durem 30 dias. O prazo das prisões fez com que as defesas recorressem ao STJ.>
A nova decisão determinou o endurecimento das medidas cautelares contra 39 investigados, convertendo as prisões temporárias aplicadas anteriormente em preventivas ou domiciliares. É o caso de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, Raphael Sousa Oliveira e Diogo 305. >
Após a nova decisão, a esposa de MC Ryan SP, Giovana Roque, foi vista deixando o Centro de Detenção Provisória de Belém, na Zona Leste de São Paulo, chorando. >
Diogo 305 foi preso em um resort de luxo em Busca Vida
Em nota, o advogado Felipe Cassimiro, responsável pela defesa de MC Ryan SP, afirmou que a decisão reconhece a "ilegalidade das prisões de MC Ryan, Diogo 305 e dos demais investigados no âmbito da Operação Narco Fluxo" e destacou que "a consequência natural e jurídica desta decisão é a revogação da prisão, medida que decorre diretamente da própria decisão ao ser reconhecido o erro no prazo fixado para a prisão temporária".
>
Os envolvidos são investigados sob suspeita de participação em um esquema de lavagem de mais de R$ 1,6 bilhão. De acordo com as apurações, os valores teriam sido movimentados por meio de apostas ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, empresas de fachada, uso de laranjas, operações com criptomoedas e transferências financeiras para o exterior.>
A Operação Narco Fluxo teve origem em investigações iniciadas antes do cumprimento dos mandados de busca e prisão. Conforme a Polícia Federal, a apuração começou com a análise de arquivos armazenados no iCloud, serviço em nuvem da Apple, vinculados ao contador Rodrigo de Paula Morgado. >
Esse material havia sido obtido durante a Operação Narco Bet, que por sua vez surgiu a partir da Operação Narco Vela, ambas deflagradas ao longo de 2025.>