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Justiça nega pedido de insanidade mental de turista presa por racismo em Salvador

Idosa de 74 anos passou por audiência de custódia após ser presa no Rio Vermelho

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 23 de abril de 2026 às 14:44

Mulher foi presa em flagrante no Rio Vermelho
Mulher foi presa em flagrante no Rio Vermelho Crédito: Reprodução

A Justiça da Bahia manteve a prisão de uma idosa detida em flagrante após supostamente cometer injúria racial contra um policial militar no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. A decisão também negou o pedido da defesa para instauração de incidente de insanidade mental.

A prisão da turista de Brasília, identificada como Maria Cândida Villela Cruz, ocorreu na terça-feira (21). Durante um evento no Largo de Santana, a mulher teria questionado a presença de policiais militares armados e, em seguida, passado a proferir ofensas de cunho racista contra um dos agentes, além de resistir à condução policial, conforme o processo. 

A idosa passou por audiência de custódia na quarta-feira (22). A defesa solicitou o relaxamento da prisão ou a concessão de liberdade provisória, além da abertura de incidente para avaliar a sanidade mental da investigada. O Ministério Público também se manifestou pela liberdade provisória. 

Apesar disso, a juíza responsável pelo caso determinou a prisão preventiva. Na avaliação da magistrada, há indícios suficientes de autoria e materialidade dos crimes, além de risco à ordem pública caso a investigada fosse colocada em liberdade. A decisão aponta ainda que a mulher teria agido de forma consciente ao dirigir ofensas racistas a um policial em serviço e resistir à ação da guarnição.

Polícia Civil por Divulgação Ascom/PC-BA

A defesa de Maria Cândida apresentou laudos que apontam perda leve de memória, ansiedade e uma piora recente no raciocínio, possivelmente ligada a uma doença. Mesmo assim, a juíza avaliou que esses documentos não comprovam que a mulher não sabia o que estava fazendo no momento dos fatos.

Também não foram apresentados relatórios psiquiátricos ou histórico mais consistente que levantasse dúvida sobre a capacidade dela. A reportagem não conseguiu localizar a defesa da investigada. O espaço segue aberto. 

A Justiça também determina que a custodiada receba atendimento médico adequado durante o período de prisão e prevê o encaminhamento do caso para apuração de eventual conduta irregular por parte dos policiais envolvidos na abordagem.