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Maysa Polcri
Publicado em 6 de maio de 2026 às 18:10
O Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (PMSPDS) de Salvador foi aprovado nesta quarta-feira (6) pela Câmara Municipal. A iniciativa prevê um conjunto de ações voltadas à prevenção da violência, fortalecimento da Guarda Civil Municipal (GCM) e ampliação do videomonitoramento na capital baiana. O projeto foi enviado pelo Executivo em dezembro do ano passado. >
Entre os principais investimentos previstos estão a instalação de mais 6,3 mil câmeras de vigilância em Salvador, a implantação do Centro de Controle e Operações (CCO), em construção no bairro do Lobato, e a realização de um novo concurso público para ampliar o efetivo da Guarda Civil Municipal. O orçamento destinado à área é estimado em R$ 5,6 bilhões até 2028, podendo alcançar R$ 14,3 bilhões até 2035, segundo a prefeitura.
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O plano reúne 46 metas e 241 ações, distribuídas entre iniciativas contínuas e medidas de curto (1 a 2 anos), médio (3 a 5 anos) e longo prazo (6 a 10 anos). O texto estabelece também princípios, diretrizes e objetivos da política municipal de segurança, prevendo integração entre órgãos públicos, ações preventivas e articulação com os governos estadual e federal. >
Com a aprovação do plano, a cidade deverá alcançar a marca de 10 mil câmeras de videomonitoramento integradas entre poder público e iniciativa privada. Atualmente, a Prefeitura possui 3,7 mil equipamentos em funcionamento e pretende ampliar esse número para 5 mil câmeras públicas, além de outras 5 mil em parceria com o setor privado. >
Na mensagem ao Legislativo, o prefeito Bruno Reis ressaltou que o projeto é um avanço para a capital baiana. “Trata-se de uma política de Estado, e não de governo, que busca consolidar um pacto social duradouro entre o Poder Público e a sociedade soteropolitana, garantindo que a paz urbana deixe de ser uma expectativa e se torne uma realidade vivida nos bairros, nas escolas, nas praças e nos lares da nossa cidade”, destacou. >
O plano foi elaborado pela GPública Consultoria e começou a ser desenvolvido em abril de 2024. O processo incluiu diagnóstico da violência na capital, oficinas técnicas, audiências públicas, entrevistas com gestores municipais, guardas civis e conselheiros tutelares, além da elaboração de planejamento orçamentário para a próxima década.>
A estratégia municipal está estruturada em quatro eixos: Proteção Cidadã; Qualidade e Meio Ambiente Seguro; Pacificação Social; e Fortalecimento Institucional das Forças de Segurança Municipal. Entre os objetivos previstos estão a prevenção e redução da criminalidade, melhoria da qualidade do ambiente urbano, ampliação da assistência social, promoção de oportunidades para jovens, fortalecimento da segurança comunitária e modernização da Guarda Civil Municipal.>