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Agência climática dos EUA eleva risco de 'super El Niño' para 98% até o fim de 2026

A nova projeção representa um avanço em relação ao boletim divulgado em abril: probabilidade era de 61%

  • Foto do(a) author(a) Mariana Rios
  • Mariana Rios

Publicado em 15 de maio de 2026 às 23:00

Fortes chuvas atingem a cidade de Salvador
El Niño costuma provocar aumento das temperaturas globais, além de mudanças importantes no regime de chuvas Crédito: Marina Silva/CORREIO

O Centro de Previsão Climática (CPC) dos Estados Unidos, ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), elevou para 82% a probabilidade de formação de um novo El Niño entre o fim de maio e julho deste ano. A chance sobe para 98% nos meses seguintes, levando especialistas a já discutirem a possibilidade de um “super El Niño”.

A nova projeção representa um avanço significativo em relação ao boletim divulgado em abril, quando a probabilidade para o mesmo período era de 61%. De acordo com a NOAA, o fenômeno deve ganhar força principalmente no segundo semestre de 2026 e permanecer ativo até o início de 2027.

El Niño ocorre quando há aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, geralmente acima de 0,5°C por Arisson Marinho / CORREIO

Os trimestres entre agosto e dezembro apresentam probabilidade próxima de 98% para a consolidação do El Niño, praticamente descartando um cenário de neutralidade climática ou retorno da La Niña nesse intervalo. A permanência do fenômeno até fevereiro de 2027 também é considerada altamente provável, com chance estimada em 96%.

O El Niño ocorre quando há aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, geralmente acima de 0,5°C. O fenômeno altera padrões atmosféricos em várias partes do planeta e costuma provocar aumento das temperaturas globais, além de mudanças importantes no regime de chuvas.

No Brasil, os efeitos variam conforme a região. Historicamente, o Sul registra aumento das chuvas, temporais, enchentes e cheias de rios durante episódios de El Niño. Já Norte e Nordeste tendem a enfrentar redução das precipitações, ondas de calor mais intensas, seca e maior risco de queimadas.

A tendência apontada pela NOAA reforça um cenário de forte influência climática sobre a América do Sul no segundo semestre de 2026, com previsão de calor acima da média no Centro do Brasil, avanço das queimadas no sul da Amazônia e maior frequência de tempestades na região Sul, além de impactos também esperados na Argentina e no Uruguai. As informações são do Estadão.

Tags:

Clima Mudança Climática