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Mariana Rios
Publicado em 15 de maio de 2026 às 23:59
As operações de resgate dos quatro italianos desaparecidos em uma caverna submarina nas Maldivas foram interrompidas por causa do mau tempo e devem ser retomadas neste sábado (16). Os corpos da professora da Universidade de Gênova Monica Montefalcone, da filha dela Giorgia Sommacal, da pesquisadora Muriel Oddenino e do biólogo Federico Gualtieri, de 31 anos, continuam presos a cerca de 60 metros de profundidade, segundo autoridades locais. >
Fortes ventos e um alerta amarelo meteorológico impediram a continuidade das buscas, classificadas pela Força Nacional de Defesa das Maldivas como uma operação de “alto risco”. Equipes com mergulhadores especializados, embarcações e apoio aéreo monitoram a área onde os turistas desapareceram durante um mergulho na última quinta-feira (14).>
Quem eram os cinco italianos mortos em mergulho nas Maldivas; resgate mobiliza operação de alto risco
As autoridades acreditam que os quatro estejam na mesma caverna onde foi encontrado o corpo do instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, recuperado anteriormente pelas equipes de resgate. Na sexta-feira (15), mergulhadores da guarda costeira conseguiram alcançar as duas primeiras câmaras da caverna, mas ainda não acessaram a terceira área submersa.>
A fundação médica Dan Europe, especializada em segurança no mergulho, informou que disponibilizou uma equipe internacional de especialistas para auxiliar nas operações. O vice-primeiro-ministro e chanceler da Itália, Antonio Tajani, afirmou que o governo acompanha o caso e trabalha para que os corpos sejam levados de volta ao país “o mais rápido possível”.>
As causas do acidente ainda são investigadas pela polícia das Maldivas, que ouve testemunhas e analisa os equipamentos utilizados pelo grupo durante o mergulho realizado a partir do barco de safári “Duke of York”.>
Especialistas apontam diferentes hipóteses para a tragédia, incluindo falha na mistura de gases dos cilindros de oxigênio, correntes marítimas repentinas ou perda de orientação dentro da caverna. Segundo Roberto Fragasso, diretor do Sinai Dive Club e morador das Maldivas há mais de três décadas, qualquer problema em profundidades extremas se torna difícil de controlar.>
“Nessa profundidade, basta que uma pessoa entre em pânico para comprometer todo o grupo”, afirmou.>
Familiares das vítimas descartam imprudência. Carlo Sommacal, marido de Monica Montefalcone e pai de Giorgia, afirmou que a esposa era uma mergulhadora extremamente experiente e jamais colocaria outras pessoas em risco.>
Testemunhas relataram que o mar estava calmo e a visibilidade era considerada excelente no momento do mergulho. O grupo entrou na água por volta das 11h e deveria retornar menos de uma hora depois. O alerta foi emitido após os mergulhadores não reaparecerem na superfície.>