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Trump se irrita com pergunta sobre manifesto de atirador: 'Não sou pedófilo'

Presidente dos EUA voltou a rejeitar alegações citadas no documento

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 27 de abril de 2026 às 08:57

Donald Trump
Donald Trump Crédito: Reprodção

O presidente dos Estados Unidos se exaltou durante entrevista exibida neste domingo (26) pelo programa 60 Minutes, ao comentar o conteúdo de um manifesto atribuído a Cole Tomas Allen, de 31 anos, suspeito de uma tentativa de ataque na noite de sábado (25). Questionado sobre as acusações mencionadas no texto, respondeu de forma enfática: "Eu não sou um pedófilo".

Durante a conversa, a jornalista da CBS perguntou qual havia sido a reação do presidente ao ler o documento, que inclui a afirmação: "Não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor manche minhas mãos com seus crimes". O presidente rebateu, elevando o tom e criticando a condução da entrevista: "Eu estava esperando você ler isso, porque eu sabia que você leria, porque vocês são pessoas horríveis, pessoas horríveis."

Trump confirmou que o conteúdo atribuído ao suspeito já circulava na internet ao longo do dia. "Sim, ele escreveu isso", disse. Em seguida, voltou a negar as acusações mencionadas no texto: "Eu não sou um estuprador. Eu não estuprei ninguém. Eu não sou um pedófilo."

Ao ser questionado se acreditava ser o alvo das declarações, respondeu de forma direta: "Com licença. Eu não sou um pedófilo. Você leu essa porcaria de uma pessoa doente. Me associaram a coisas que não têm nada a ver comigo. Fui totalmente inocentado." Na sequência, tentou associar a jornalista a adversários políticos e citou o caso envolvendo Jeffrey Epstein: "Seus amigos do outro lado do campo é que estavam envolvidos com, digamos, Epstein ou outras coisas. Mas eu disse a mim mesmo, sabe, vou dar essa entrevista e eles provavelmente… eu li o manifesto, sabe, ele é uma pessoa doente."

Carta de atirador

Ao longo do domingo, veículos de imprensa e páginas na internet divulgaram o que seria uma carta escrita por Allen. No texto, ele pede desculpas à família, amigos e às pessoas que colocou em risco, além de afirmar: "Sou cidadão americano."

O documento também traria uma lista de possíveis alvos, incluindo integrantes do alto escalão da Casa Branca. O autor ainda menciona que, em caso de reação, poderia atingir agentes do Serviço Secreto e equipes de segurança de um hotel.

Em outro trecho, o manifesto repete as acusações e sugere a possibilidade de violência ampliada: "Eu ainda passaria por cima da maioria das pessoas aqui para chegar aos alvos se fosse absolutamente necessário (com base na ideia de que a maior parte das pessoas escolheu assistir ao discurso de um pedófilo, estuprador e traidor, e portanto são cúmplices), mas eu realmente espero que não chegue a esse ponto."

Trump foi retirado às pressas de jantar  por Reprodução

Ataque

O ataque aconteceu no hotel Washington Hilton, em Washington, durante o tradicional jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, evento que reunia autoridades, jornalistas e o presidente dos Estados Unidos. O atirador, Cole Tomas Allen, de 31 anos, estava armado e tentou avançar por um ponto de segurança do local, onde acabou trocando tiros com agentes do Serviço Secreto.

De acordo com as investigações, ele tentou invadir a área onde ocorria o evento, que contava com a presença de integrantes do alto escalão do governo. Um agente foi atingido no colete à prova de balas e passa bem, enquanto o suspeito foi contido e preso ainda nas dependências do hotel. O episódio causou pânico e levou à evacuação das autoridades presentes, incluindo o presidente, retirado do local por equipes de segurança.

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Donald Trump