36 horas em Salvador: veja roteiro do The New York Times para passear na cidade

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25.01.2019, 04:30:00
Atualizado: 27.01.2019, 15:14:03

36 horas em Salvador: veja roteiro do The New York Times para passear na cidade

Capital baiana foi destaque no jornal norte-americano, o maior do mundo

Que Salvador está na moda, não é novidade. Só no ano passado, a cidade recebeu mais de 9,3 milhões de visitantes - três vezes e meia a população da cidade. Mas, além de fazer sucesso no Brasil, a capital baiana tem ganhado maior notoriedade entre os gringos. Nesta quinta-feira (24), um tour de 36 horas por Salvador foi destaque no jornal norte-americano The New York Times.

Esta é a segunda vez que Salvador ganha destaque, somente este ano, no maior jornal do mundo. Antes do roteiro para 36 horas, a capital baiana foi apontada com um dos principais destinos a serem conhecidos ainda este ano, quando fez parte da lista “52 Places to Go in 2019” (52 Lugares para Ir em 2019). Desta vez, o jornalista Seth Kugel publicou um texto relatando sua experiência no curto período em que passou na cidade. No texto chamado “36 Hours in Salvador” (36 horas em Salvador), ele fez uma lista de lugares para se conhecer na cidade.

A importância do turista internacional é explicada em números: os 1,5 milhão de estrangeiros que vieram para Salvador em 2018 movimentaram cerca de R$ 4,4 bilhões, dos R$ 9,2 bilhões gastos por turistas aqui, aponta a Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura de Salvador (Secult).

“É uma constatação de que Salvador está na moda internacional. O The New York Times extrapola o mercado americano e é lido no mundo inteiro”, comemorou Cláudio Tinoco, titular da Secult. Segundo ele, a cidade já vem se preparando para receber um volume grande de turistas, com investimentos na infraestrutura da cidade. 

“Essa exposição internacional na mídia especializada é muito importante”, disse Silvio Pessoa, presidente da Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação . 

O presidente da Salvador Destination, Roberto Duran, destacou que para estar no imaginário dos turistas, é necessário oferecer boa infraestrutura e um leque de opções. "É isso que outros destinos do Nordeste não têm. Salvador tem opções para todo tipo de turista: praia, religioso, histórico, cultural náutico, entre outros. É um destino turístico muito completo", disse. 

Conheça o roteiro do The New York Times:

1. Museu Afro-Brasileiro (Mafro)
Por muito pouco, o Museu Afro Brasileiro, localizado no prédio da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, no Pelourinho, sequer teria aberto as portas. A classe média da década de 1970 contrapôs-se até o limite para impedir a abertura do espaço dedicado à memória afro-brasileira. “Classificamos como um caso de racismo institucional”, define o diretor do Museu, Marcelo Bernardo da Cunha. Enfim, foi inaugurado em 1974 e, pouco a pouco, começou a atrair turistas. Os terreiros mais importantes da Salvador, como a Casa Branca, doaram objetos para o acervo do museu. As Áfricas do fotógrafo Pierre Verger e os 17 orixás de madeira esculpidos por Carybé, muito procurados, também estão ali. Visitar o Mafro é visitar a resistência, revisitar a própria história. “Estou encantado. É estranho porque, de cinco pessoas daqui com quem conversei, três não conheciam. Acho que as pessoas não conhecem a própria história”, diz o turista de Recife Breno Diniz, 27, psicólogo. Ocorre que muitos chegam ali por um tropeço no prédio na Faculdade. “É um lugar privilegiado”. Outros chegam determinados, como a turista do Uruguai Adriana Navarro, 59. “Venho visitar e me encontro com essas surpresas. Gostando muito, até me arrepia”, compartilha a advogada. De surpresa em surpresa, o número de visitantes da estação, parece, será o dobro da média mensal de 2008. “Ano passado, foram 1,5 mil por mês. A média diária é de 70 pessoas nesse ano [um total] de 2,1 mil pessoas”, calcula Marcelo.

- Funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

(Foto: Almiro Lopes/CORREIO)

2. Igreja de São Francisco
Dom Pedro II até quis levar a imagem de São Pedro de Alcântara de volta a Portugal. Mas ela ficou. E o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton esteve ali só para ver e fotografar o santo. A conhecida "Igreja de Ouro" reluz muito mais que sua estrutura completamente dourada. Reluz a história de séculos. Turista chegam à Igreja em busca de ouro, saem com novas descobertas. "Não fazia ideia disso. Mas é de uma suntuosidade enorme, como tantos outros lugares de Salvador", responde a turista de São Paulo Luciene Vacaro, 46, ao ouvir que os azulejos do Convento anexo à igreja são um teatro moral da vida humana. Muitos turistas não conseguem mesmo conhecer a estrutura com propriedade, uma das sete maravilhas de origem portuguesa. "O angulo das torres da igreja, o ouro, as imagens, é uma igreja monumental", comenta o desenhista Ivo Neto, 59, com parte da vida artística destinada a retratar a Igreja e o Convento. "Ah, e os tetos também são belíssimos", acrescenta. Sim, é preciso olhar para cima. No salão de recepção, erga o olhar para o teto e encontre uma pomba branca. Ela te guiará seja qual for o movimento. "Acompanha mesmo, rapaz... deve ser a paz", acredita Jenivaldo de Jesus, 40, vendedor na porta de São Francisco desde os 14. Melhor não duvidar.

- Aberta às segundas, quartas, quintas, sextas e sábados (9h-17h30); terças (9h-17h); domingos (10h-15h)

(Foto: Almiro Lopes/CORREIO)

3. Forte da Capoeira
O lugar onde, hoje, os turistas chegam sem parar foi, durante anos, um dos mais temidos da região do Centro de Salvador. Funcionou de 1854 até 1976, no Forte da Capoeira, um complexo prisional. “Mas, quando constroem o Complexo da Mata Escura, pensaram: o que fazer com o local?”, conta Jaime Nascimento, historiador e funcionário do Forte. A ideia era transformar, então, a antiga cadeia em centro de cultura popular. Dos artesões e capoeiristas convidados, no entanto, ficaram somente os mestres. Hoje, são sete mestres em sete espaços diferentes – um de Capoeira Regional –, onde acontecem aulas e encontros. Até o ano passado, pouquíssimos turistas sequer conheciam a existência do Forte. Uma novela depois, tudo mudou. “O Ícaro bem que poderia estar ali”, brinca aposentada Dalva Gambier, 68, do Rio de Janeiro, em menção ao personagem de Chay Suede na novela global Segundo Sol. O local funcionou como cenário para algumas cenas. “Pena que não conseguimos chegar bem onde eles gravaram”, lamentou Vanessa, 48, filha de Dalva. O único guarda patrimonial não poderia suprir toda a área externa e o espaço onde as cenas dos capoeiristas eram gravas foi fechado. Outros turistas chegam para conhecer a capoeira. “Um pedaço da Bahia está aqui”, diz a turista da Argentina Paula Veneziale, 35. De lá, vê-se a Igreja de Santo Antônio Além do Carmo, a Baía e parte da história da capoeira, que é também parte da saga da resistência baiana.

- Funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h

(Foto: Almiro Lopes/CORREIO)

4. Mouraria
Às 17h, as mesas ainda são arrumadas na Mouraria. Ainda é um espaço de nativos, desbravado timidamente por turistas. “Turista, eu vejo muito pouco aqui. Mas também não fico observando. Acho que quem vem e começa a vir é por causa desse clima tranquilo”, opina Théo Filho, 55, assíduo frequentador da Travessa Engenheiro Allioni. São bares tradicionais. O mais conhecido é o Bar Koisa Nossa (Os Internacionais), fundado em 1984. Surgiu após a transferência da sede do bloco Os Internacionais do Santo Antônio Além do Carmo. Ali está a rua dos mariscos, os grandes atrativos dos bares. Os preferidos: a lambreta (uma dúzia custa R$ 23,90) e a salada de polvo (R$ 79,90). Dona Eliene, uma das proprietárias do Koisa Nossa, está sempre de butuca no tempero, nos recheios, nas compras. “Ela está de olho em tudo. O recheio do pastel mesmo é ela quem faz”, conta Carla Santos, 32, garçonete do restaurante. “Espero que cresça a quantidade de turistas, mas que continue esse nosso traço tranquilo”, balanceia o vendedor de espetinhos Cesário Silva, 45. O verão está só no início.

(Foto: Almiro Lopes/CORREIO)

5. Bar Velho Espanha
A música do Velho Espanha Bar e Cultura foi destaque, mas o bar promete muito mais. Além da história de mais de 100 anos, o bar tem espaço para arte, exposições, teatro dança, culinária, dentre outros. "O bar fala sobre o Centro da cidade, busca trazer coisas novas, é um dos poucos lugares de Salvador que toca samba reggae, sambistas da Bahia e busca dar espaço para novos artistas", explicou Arthur Daltro, que comprou o Espanha da família tradicional espanhola, que iria vendê-lo para se tornar um restaurante japonês.

- Horário de funcionamento: de segunda a quinta (15h-0h); sábado e domingo (10h-0h)

(Foto: Franklim Andrei/Divulgação)

6. Donana (Brotas)
Restaurante tem a legítima culinária baiana, com tempero especial. A moqueca do restaurante Donana, em Brotas, foi destaque como a melhor da cidade pelo jornal americano. O jornalista destacou que a melhor é a de camarão. Lá, tudo omeçou como um armarinho, em 1988, que mais tarde acabou virando restaurante. É comandando por dona Ana Raimunda, a Donana, e a filha dela, Adriana. O CORREIO tentou contato com o restaurante, mas não obteve resposta.

- Horário de funcionamento: segundas e terças (11h30-16h); quarta a domingo (11h30-17h)

(Foto: Marina Silva/Arquivo CORREIO)

7. Casa do Rio Vermelho
A antiga casa de Jorge Amado e Zélia Gattai foi mais uma dica do jornal americano, que destacou que, no local, o turista pode entrar no cotidiano do casal: é possível ter acesso às cartas, biblioteca e histórias sobre os dois. A neta deles, Maria João Amado, concorda e diz mais: quem vai ao local, vai exclusivamente para curtir a casa. "Não estamos em um ponto turístico da cidade. Então, nosso visitante vem ver a casa mesmo. Além do nome de Jorge Amado, a casa também é atrativa por conta do nosso projeto museográfico e da magia da Bahia", destacou.

- Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 17h

(Foto: Marina Silva/Arquivo CORREIO)

8. Larribar
O Larribar foi classificado como um dos poucos lugares na cidade que levam coquetéis a sério. É um bar-balcão que trabalha com drinques clássicos e petiscos e fica num imóvel no Garcia onde foi erguido o primeiro restaurante Larriquerrí. O CORREIO procurou o Larribar, mas não obteve respostas.

- Horário de funcionamento: de quarta a sábado, das 18h30 à 1h

(Foto: Renato Santos/Divulgação)

9. Chupito
Os shots do Chupito também foram destaque do roteiro de 36 horas do jornal. Para o dono, Jose Norchor, o fato de ter sido o primeiro bar de Chupitos de Salvador chama a atenção para os soteropolitanos e turistas. "Ninguém vendia isso em Salvador. Acredito que o tipo de bebida e o ambiente atraem. O chupito é um lugar que as pessoas passam antes ou depois de irem às festas. E agora nós temos um DJ e não cobramos pela entrada, o que também chama as pessoas", disse Norchor.

- Horário de funcionamento: todos os dias, das 17h à 0h

(Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

10. Varanda do Sesi (Rio Vermelho)
A Varanda do Sesi é o lugar para curtir uma música de artistas locais. "Temos uma programação cuidadosa que é feita priorizando novos artistas daqui. Temos uma diversidade cultural com distintos estilos de música. Priorizamos o trabalho autoral e de qualidade", destacou Maria Angélica Ribeiro, gerente do Sesi Cultura. De acordo com ela, o local é uma vitrine para artistas locais. Ela destacou que muitos vão estudar fora do país e sempre fazem questão de retornar.

- Veja a programação

(Foto: Marina Silva/Arquivo CORREIO)

11. Feira de São Joaquim
Os navios aportam e Ricardo Nascimento, 38, pensa: “Será que algum (turista) que vem para cá?”. Costumam ir. A Feira de São Joaquim tem atraído cada vez mais turistas. A maioria de curiosos. “Só que ainda consomem pouco. O favoritinho ainda é o Mercado Modelo”, afirma Ricardo. É a feira da cultura baiana: do Candomblé às carnes, das folhas e temperos. Nos becos, cerveja, mocotó, comida baiana. “Mas tem que conhecer mesmo, vir conhecendo. Talvez seja melhor começar por fora e depois vir comer”, acredita Antônio Carlos, 49, expert da Feira de São Joaquim. “Você tem que ir sentindo o clima”, continua. Sentir o clima é fundamental para entender a Feira. A beleza pode estar nas luzes amareladas, nas plantas, nas cerâmicas ou em tudo isso. Geralmente, em tudo isso. “É a questão da antiguidade. Acho que é isso. Aqui tem história, não importa em que área”, resume o feirante Alex Sandro Bouças, 20. Comece pela entrada principal e não siga trajetos. Seja guiado pela história.

- Funciona todos os dias, das 6h às 17h

(Foto: Almiro Lopes/CORREIO)

12. Mistura (Itapuã)
"O melhor restaurante de frutos do mar da cidade". Foi desta forma que o jornal americano classificou o restaurante Mistura, unidade de Itapuã, que funciona há 26 anos. Os donos, a chef Andréa Ribeiro e o sócio Paolo Alfonsi, dizem que o segredo do local é a qualidade e cuidado que se tem desde os pescadores até chegar ao consumidor final. "A gente nunca ligou muito para glamour. Nós procuramos sempre aprimorar as técnicas e cuidar dos funcionários, fora a qualidade do produto. Temos que conhecer o produtor até o cliente", explicou Alfonsi.  

- Funcionamento: domingo a quarta (12h-23h); quinta a sábado (12h-0h)

(Foto: Arquivo CORREIO)

13. Barraca do Lôro
A Barraca do Lôro é o local perfeito para "ter um dia preguiçoso na praia", de acordo com o NYT. Para os donos do lugar, a estrutura do local chama atenção de baianos e turistas. "São três andares que incluem terraço, uma varanda, área gourmet, fora o serviço de buffet. É um restaurante na praia", classificou Marluce, funcionária da área administrativa da barraca. O local é na beira da praia e possui uma estrutura melhor para aqueles querem ter uma experiência diferente nesse tipo de ambiente.

- Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 11h às 20h

(Foto: Divulgação)

14. Fera Palace Hotel
Destaque no NYT pela decoração Art Déco, os turistas também buscam a localização estratégica e histórica quando escolhem o Fera Palace como hotel em Salvador. "Eles apreciam bastante essa questão cultural, fora a restauração que fizemos no hotel com a Art Deco", explicou o CEO da Fera Hotéis, Antonio Mazzafera. Claro que isso tudo sem contar com a vista em 180 graus para a Baía de Todos os Santos no rooftop do hotel. "Para vir para o Brasil, os turistas estrangeiros querem algo a mais do que apenas a praia. Tem que ter história, cultura, shows, ensaios. É um banho de cultura e história", destacou Mazzafera.

- Diárias a partir de R$ 353

(Foto: Divulgação)

15. Pousadas do Carmo
Do balcão, um funcionário da Pousada Des Artes sempre ouve o pedido: “Posso entrar só para conhecer?”. No Santo Antônio Além do Carmo, o casarão amarelo e vermelho tem se tornado atrativo como um ponto turístico. “Tenho que responder que não podemos, é tudo privado”, explica o mesmo funcionário, sobre a resposta. As belezas estão guardadas para os turistas. As naturais e as materiais. No fundo, a vista para a Baía de Todos os Santos. Nas paredes e nos oitos quartos, 40 quadros de Carybé estão distribuídos. Do teto, o jardim suspenso é projetado. É mesmo a pousada das artes. A diária mínima é de R$ 220. Na quase vizinha Pousada do Boqueirão, a escadaria amarela leva o hóspede ao terraço com vista para o mar. São peculiaridades diversas: o licor de Pitanga, a cerveja de Umbu, a cozinha aberta. Por falar em cozinha, é ali que os hóspedes gostam de estar. O cômodo é aberto e tudo pode ser observado. “Eles adoram”, comenta um funcionário.

- Diárias: Pousada das Artes (no mínimo R$ 220); Pousada do Boqueirão (R$ 380 no quarto principal)

(Foto: Almiro Lopes/CORREIO)

*Com supervisão do chefe de reportagem Jorge Gauthier


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