Conheça o Clubhouse, a rede social exclusiva que tá bombando

ivan dias marques
13.02.2021, 05:10:00
Atualizado: 13.02.2021, 16:40:11

Conheça o Clubhouse, a rede social exclusiva que tá bombando

Quem tem convite aí?

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Lá em meados da década de 2000, quando rede social era sinônimo de, no máximo, um bate-papo no MSN, surgiu uma pergunta inesquecível: “Você tem algum convite do Orkut aí?”. A rede social criada em 2004, no seu comecinho, só era acessada por meio de convite e o fato de ser secreta, para VIPs, impulsionou seu crescimento.

Voltamos, então, a esse tempo com a mais nova rede social que já tá dando o que falar: o Clubhouse. As semelhanças com o Orkut param na necessidade de um convite para ter acesso, ainda que o ‘fuzuê’ inicial seja comparado. 

Destrinchando, o Clubhouse é uma rede social apenas para áudio e somente disponível para quem tem iPhone. Cada usuário convidado pode convidar mais duas pessoas. Se formam salas de chat em tempo real, com moderadores que possuem o poder de ‘dar a palavra’ a quem eles quiserem.

Existem características próprias: não é possível ouvir o que foi dito antes. Falou, tá falado. O armazenamento, segundo a Alpha Exploration Co., desenvolvedora é somente para se houver algum tipo de denúncia e ele fica com a empresa, não com o usuário. Ainda não há previsão de lançamento do app para aparelhos com sistema operacional Android. 

A avaliação do Clubhouse, para a alegria da Alpha, subiu de US$ 100 bilhões em dezembro de 2020 para US$ 1 bilhão em janeiro desse ano. Há algumas regras para participar, como ser maior de 18 anos, ser pessoa física, não realizar spam, não usar nome ou foto falsa, por exemplo.

Mas o que faz ele ser sucesso?

Alguns fatores são certos: dá para ficar nele sem precisar estar com o celular em mãos, só ouvindo, como se fosse um podcast; a presença de celebridades conversando com pessoas ‘normais’ impulsionou muito o app; como funciona como base em voz, há pouco armazenamento de dados, o que faz com que ele seja ágil e com pouco delay; a facilidade de encontrar salas com assuntos de interesse pessoal.

“As pessoas estão passando muito tempo na rede (de 11 a 22 horas semanais). É claro que pelo fato de ser uma novidade, é compreensível, mas o que reforça isso é o senso de exclusividade, já que só é possível utilizar com o recebimento de um convite, e caso seu celular seja um iPhone. Já que em outras redes só se fala de ClubHouse (inclusive Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, faz parte de diversos debates na rede) há uma certa urgência por parte de todos para conseguirem entrar também. Esse apelo de exclusividade potencializa o fato de as pessoas terem medo de ficar de fora do que é atual”, analisa Maria Carolina Avis, professora do curso de Marketing Digital do Centro Universitário Internacional Uninter.

Para se ter uma ideia da ânsia, já tem até um mercado de vendas de convites em sites como Mercado Livre, cada um custando entre R$ 50 e R$ 160.

O produtor cultural José Enrique Iglesias entrou no Clubhouse há cerca de 10 dias meio que para conhecer, encarando como uma plataforma para tratar de música e já fez até dueto em tempo real. Hoje, o foco dele é network e mais conhecimento. “Ele promove encontros aleatórios, tipo meus amigos com os seus e a gente descobre uma pessoa com interesses semelhantes, o que pode gerar parcerias”, conta Iglesias. Nessa pegada ele já conseguiu um acerto para auxiliar o SSA Mapping, festival de artes visuais e tecnologia da capital baiana que, neste ano, acontece de forma virtual.

A jornalista Jamile Barbosa já se considera viciada. “Tá sendo muito legal, me conectar com pessoas que eu jamais imaginaria. Me destacando, minhas salas estão crescendo. Estou me conectando e participando de salas grandes como moderadora e entrevistando famosos do MKT digital e ex-BBBs”, explica ela, que também vê a rede como um local propício para network. 

Exemplo de sala em que Jamile está, com presença de Xuxa ex-BBBs


O ator baiano Matheus Jácome, que mora no Rio, alerta que já algumas pessoas começando a criar um certo ego na plataforma, sobretudo moderadores. “E com isso algumas pessoas, infelizmente acabam se perdendo no objetivo da plataforma, que é dar voz à quem não tem”, crê Jácome. Ele conta que conseguiu conversar com a cantora Anitta, algo impensável para ele. “Foi super rápido, mas como sou admirador do trabalho dela, fiquei pulando de alegria”, conta o ator, que também conseguiu aumentar o network relacionado à sua profissão.

Em resposta ao crescimento do app, o Twitter, por exemplo, tirou agilizou a chegada do Twitter Spaces, uma ferramenta semelhante ao Clubhouse, que entrou em ação durante a última semana no Brasil. Fundador do portal Voz das Comunidades, o jornalista carioca Rene Silva foi o primeiro a ter uma sala de áudio na rede social. O mundo da tecnologia anda – e rápido. 
 

Nova linha do Samsung Galaxy já está em pré-venda

Lançados no Brasil durante essa semana, os novos modelos da linha Galaxy, da Samsung, já estão em pré-venda desde o último dia 10 até 4 de março. Com vem sendo realizado pela empresa coreana são três modelos: S21, S21 Plus e S21 Ultra, este último o top de linha, com uma das câmeras possuindo 108MP. Esta capta em 8k e possui um modo chamado Visão do Diretor, em que o usuário se sente numa sala de edição, com a visão das três câmeras traseira para escolher vai gravar, com possibilidade de mudança de câmera em tempo real. Como já é sabido, todos os modelos não trazem carregadores mais. Confira os preços do produtos, à venda em https://shop.samsung.com/br:

  • Galaxy S21 por R$ 5.999 (128 GB) - com voucher de R$ 1000 para compras de produtos do ecossistema Samsung
  • Galaxy S21 Plus por R$ 6.999 (128 GB) e R$ 7399 (256 GB) - com voucher de R$ 1500 para compras de produtos do ecossistema Samsung
  • Galaxy S21 Ultra por R$ 9.499 (128 GB) e R$ 10.499 (512 GB) - com voucher de R$ 2000 para compras de produtos do ecossistema Samsung 

S21 Ultra, S21 Plus e S21, nova linha Galaxy da Samsung (Foto: Divulgação) 

Laboratória abre inscrições para bootcamp de programação para mulheres

As vagas para tecnologia vivem sobrando e as mulheres ainda são minoria no meio. Quem quiser buscar entrar nesse meio, que vai na contramão da crise econômica do país (e do mundo, em geral) tem a oportunidade de realizar na Laboratória, organização de transformação para mulheres, um bootcamp de seis meses exclusivo para mulheres e com foco em empregabilidade na área de programação. Não é necessária experiência prévia, as inscrições já estão abertas e o curso começa em maio.  Um critério importante para participar é ter cursado o Ensino Médio em escola pública ou em escola privada com bolsa integral. Para visualizar os outros critérios e realizar as inscrições é só acessar https://selecao.laboratoria.la

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