Em SP, mulher morre após filha ligar 12 vezes por socorro médico

brasil
22.10.2021, 12:39:28
Atualizado: 22.10.2021, 13:15:19
(Foto: Reprodução)

Em SP, mulher morre após filha ligar 12 vezes por socorro médico

Ela precisou se dirigir ao hospital no chão de um carro emprestado pelo vizinho, mas não resistiu

Uma mulher morreu enquanto esperava socorro médico no município de Cotia, interior de São Paulo. Após a filha ligar mais de 12 vezes para o socorro, foram mais de 2 horas de espera pela ambulância. Após chegar no hospital, Rosenice de Oliveira também não recebeu atendimento imediato. Ela estava em estado gravíssimo e não resistiu.

As chamadas foram feitas para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Bombeiros e Guarda Civil. Segundo informações do portal R7, um vizinho emprestou uma van para que Rosenice de Oliveira pudesse ir até a unidade de saúde. De acordo com imagens registradas por amigos e familiares, a mulher percorreu o trajeto deitada no chão do veículo.

Rosenice buscou atendimento no Hospital Regional de Cotia. Na unidade de saúde, a mulher também enfrentou problemas e não foi atendida imediatamente. Segundo o hospital, ela teria que ser encaminhada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Preocupados com a demora, parentes da vítima registraram um boletim de ocorrência. Após o procedimento, Rosenice foi internada e passou por duas cirurgias. Contudo, ela não resistiu e morreu no último sábado, 16. Rosenice foi vítima de septicemia (sepse) causada por fasciíte necrosante, uma infecção bacteriana grave e rara.

Na semana anterior, Rosenice havia procurado uma UPA. Ela se queixava de fortes dores na virilha, dor de cabeça e vômitos. Ela foi medicada com antibióticos e mandada de volta para casa. Dois dias depois, no entanto, ela já não conseguia mais andar.

Ainda segundo o R7, a Prefeitura de Cotia emitiu nota declarando que as duas ambulâncias que dão assistência no suporte básico à cidade estavam em atendimento no momento dos chamados. Já a Secretaria Estadual de Saúde alegou que os relatos da família não procedem. Segundo a pasta, a paciente teria chegado na unidade e foi atendida antes da chegada da guarda municipal ao local. Além disso, por conta do estágio avançado da doença, Rosenice não teria respondido bem ao tratamento.

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