Henry tremia e vomitava ao ver Dr. Jairinho, relatou mãe a pediatra

brasil
12.04.2021, 08:20:38
Atualizado: 12.04.2021, 10:28:12
(Foto: Reprodução)

Henry tremia e vomitava ao ver Dr. Jairinho, relatou mãe a pediatra

Criança não queria ficar com Monique e o marido no apartamento

Após ser informada pela babá que Hery Borel, de 4 anos, era agredido pelo Dr. Jairinho, Monique Medeiros, mãe do garoto, falou para a pediatra que garoto sentia “medo excessivo de tudo” e, quando via o vereador do Rio de Janeiro chegava a “vomitar e tremer”. 

A conversa, realizada através do WhatsApp, foi encontrada pela Polícia Civil no celular da professora. O teor do diálogo foi revelado pelo jornal Extra.

As agressões relatadas pela babá aconteceram no dia 12 de fevereiro. O programa Fantástico revelou, que um dia após o episódio, Monique e Jairinho levaram a criança para um hospital. Lá, relataram que o menino estava mancando e com dores, pois tinha “caído da cama”, mas uma radiografia não mostrou dano à estrutura óssea. 

Após a consulta, às 16h53 do dia 18 de fevereiro, a professora então escreveu para a pediatra: “Henry está com medo excessivo de tudo, tem um medo intenso de perder os avós, está tendo um sofrimento significativo e prejuízos importantes nas relações sociais, influenciando no rendimento escolar e na dinâmica familiar. Disse até que queria que eu fosse pro céu pra morar com meus pais, em Bangu”.

Na mensagem, Monique também contou que, quando o filho vê o Jairinho, “diz que está com sono, que quer dormir e não olha para ele”. Escreveu ainda: “Nunca dormiu sozinho, mas antes ficava no quarto esperando irmos ao banheiro ou levar um lanche, agora se recusa a ficar sozinho, não tem apetite, está sempre prostrado, olhando para baixo, noites inquietas com muitos pesadelos e acordando o tempo inteiro. Chora o dia todo”.

Ainda na conversa com a pediatra, Monique relatou que iniciou as consultas com uma psicóloga. Em depoimento prestado também na delegacia, a profissional havia dito que foi procurada por Monique pela recusa de Henry em ficar com ela e o padrasto no apartamento do casal. “Iniciei com a psicóloga. Fizemos duas sessões, uma por semana. Você acha que preciso procurar um neuro, psiquiatra, fazer mais sessões por semana? Tem sido muito sofrido para todos nós”, escreveu.

A médica então respondeu: “Acho que agora no início poderia ser duas vezes por semana. Neuro e psiquiatra, não. Infelizmente isso é comum”. 

Dezoito dias depois da conversa, às 3h50 de 8 de março, Henry deu entrada na emergência do Hospital Barra D’Or, levado por Monique e Jairinho. De acordo com as médicas que o atenderam, o menino já chegou morto à unidade e com as lesões descritas nos laudos de necropsia. 

Os documentos apontam hemorragia interna e laceração hepática, provocada por ação contundente, além de equimoses, hematomas, edemas e contusões não compatíveis com um acidente doméstico.

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