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Jornalistas se emocionam com partida de Glória Maria: 'Faz parte da minha vida'

Primeira pessoa negra a protagonizar o jornalismo na televisão, ela morreu aos 73 anos

  • D
  • Da Redação

Publicado em 2 de fevereiro de 2023 às 10:02

 - Atualizado há 3 anos

. Crédito: Reprodução / Globo

A apresentadora Glória Maria morreu nesta quinta-feira (2). Ela deixou um legado de história e de orgulho para os jornalistas do Brasil inteiro. Querida pelos colegas de trabalho, a comunicadora era uma inspiração para todos do mundo da comunicação.

No jornal Bom Dia Brasil, um dos grandes amigos pessoais, Heraldo Pereira, não escondeu a emoção e chorou ao vivo ao comentar sobre a companheira de jornalismo. "A Glória faz parte da minha vida, da minha carreira em Ribeirão Preto. Os primeiros contatos com a Glória foram desde o começo da minha carreira na cidade natal. Minha mãe é fã da Glória. Eu tive uma longa vida com ela, ainda recentemente, nas últimas passagens no Rio de Janeiro. Perguntei das filhas... Ela é uma referência para nós como jornalistas, para o nosso país, momento muito difícil para todos nós", disse o jornalista.Pedro Bial, que apresentou o Fantástico por dez anos com Glória Maria, disse que a relação dos dois era como dois irmãos:"A gente brigava e depois se abraçava, ria e se beijava muito. É difícil entender hoje o que significada ver Glória Maria na televeisão na década de 70, era algo sem precedente. Não foi por acaso q iemanjá levou a gloria, as rainhas se conhecem. Gloria erstava sofrendo muito nos últimos tempos e iemanjá foi terna demais com ela. Ela proporcionava, mais do que informação, uma experiência". "Ela tinha uma intimidade com o público, Aquela forma de falar, de forma tão informal, foi ela quem criou. Isso é talento", disse Patrícia Poeta.Já na GloboNews, canal fechado da Globo, a jornalista Leilane Neubarth também se emocionou ao vivo e não conteve as lágrimas ao elogiar a antiga colega de trabalho, com quem já dividiu diversas reportagens."Está difícil para mim. Além de muita amiga, foi o nosso farol aqui dentro. Era a pessoa que estava cheia de ânimo em todas as matérias. Conviver com a Glória era aprender todos os dias", comentou.Apresentadora do Fantástico, Maju Coutinho falou sobre a importância de Glória Maria: "Ela foi uma presença fundamental para mim, assim como para outras colegas negras".Miriam Leitão também se manifestou sobre a perda da colega: "Que tristeza profunda. Glória foi pioneira, abriu portas para os negros fechadas desde sempre, abriu portas para o jornalismo com seu estilo único e ousadia libertária, mostrou o mundo ao Brasil, lutou com bravura. Que Deus console suas meninas".A jornalista Flávia Oliveira, da Globo News, também fez uma homenagem."Glória Maria, A JORNALISTA, partiu nesta manhã de Dois de Fevereiro, dia de Iemanjá. Referência no telejornalismo brasileiro. Referência para mulheres jornalistas. Referência para negras jornalistas. Referência. Que o Orun a receba em festa neste dia de celebração e fé. Minha mãe Iemanjá te receba na Glória que você já é. Meu carinho às filhas, aos familiares, aos amigos, aos colegas, aos fãs. Lembraremos de nossa querida para sempre", escreveu.Muito emocionada em depoimento ao vivo no Encontro, Fátima Bernardes destacou o compromisso de Glória Maria com a liberdade:"Todos nós acreditávamos que ela a Glória Maria nunca partiria. Ela era pra mim sinônimo de liberdade. Ela falava que nós tínhamos direito de dizer ou não nossa idade, que isso nunca poderia nos definir. E dizia isso porque sabia que podia tudo. Porque que foi conquistando isso passo a passo. Para nós mulheres, ela foi importante para abrir portas, sendo negra ou não. Estava onde todo mundo queria estar e estava de uma maneira única, criativa. Ela teve a coragem e a liberdade de ser mãe na hora que queria".  William Bonner gravou um depoimento para o Encontro:“Eu sou um dos milhões de telespectadores, fãs do trabalho da Glória Maria. Aprendi a gostar de telejornalismo vendo o trabalho dela. Como profissional, tive o privilégio de conviver com ela, de ver o alvoroço que ela provocava quando saia para a rua, para aquelas aventuras que ela gostava tanto. Glória Maria é um símbolo do telejornalismo brasileiro, nós sabemos do  legado que ela deixa, inventou formas de fazer, criou trilhas para todos nós. Tenho a certeza que a memória do trabalho dela permanece, as histórias que contou com o talento que tinha pra contar, com aquela espontaneidade”.Sandra Annenberg, que dividia a apresentação do Globo Repórter com Glória Maria, fez um vídeo falando que sonhou com a amiga por estes dias:

“Não queria falar da Glória. queria falar com a Glória. Porque sonhei com você esses dias e nós estávamos sentadas como se fóssemos gravar e você me dizia que queria muito voltar. E eu dizia: ‘Calma, se cuide, pra você quanto pra suas filhas e aí você vai voltar’. Enquanto a gente conversava, você olhava e falava: ‘Sim, tem razão, eu preciso me cuidar’. E a Glória sempre colocou a carreira em primeiro lugar, mas como mãe ela sabia que em primeiro lugar estão os filhos. Ela foi essa pioneira, essa mulher que foi na frente de todas nós. A primeira mulher negra a conquistar esse mundo, a primeira de nós a fazer tantas viagens, uma mulher que desbravou o nosso mundo pra nós mulheres. Glória Maria é um mito, um nome que vai continuar nos guiando porque ela veio pra esse mundo pra desbravar com toda força e coragem que ela sempre teve”.

Zeca Camargo, que dividia com Glória a fama de viajado, realçou a curiosidade que ela tinha pela vida: “Glória Maria influenciou gerações de pessoas que têm uma curiosidade pelo mundo e que vão sentir saudade dela. Eu sinto saudade das conversas, da convivência, da seriedade, do humor. Já que a gente tem que se despedir que seja um dia como lindo como esse, Dia de Iemanjá”. O apresentador Cid Moreira disse que conheceu Glória quando ela tinha 17 ou 18 anos:“Sempre foi uma profissional excelente, uma colega maravilhosa. Ela viveu gloriosamente”