'Óbitos de crianças estão dentro de um patamar que não implica em decisões emergenciais', diz Queiroga

saúde
23.12.2021, 13:31:00
(Reprodução/Youtube)

'Óbitos de crianças estão dentro de um patamar que não implica em decisões emergenciais', diz Queiroga

O ministro da saúde falou da vacinação infantil contra a covid-19

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse na manhã desta quinta-feira (23) que o ministério não precisa decidir sobre a vacinação em crianças com urgência, uma vez que a faixa etária de 5 a 11 anos é “onde se identifica menos óbitos em decorrência da Covid-19”.

O Brasil registrou a morte de 301 crianças em decorrência da doença, desde a chegada do coronavírus até o dia 6 de dezembro. Em 21 meses de pandemia, significa uma morte a cada dois dias.

"Os óbitos de crianças estão dentro de um patamar que não implica em decisões emergenciais. Ou seja, isso favorece que o ministério possa tomar uma decisão baseada na evidência científica de qualidade, na questão da segurança, na questão da eficácia. Afinal de contas, nós queremos levar para os pais e para as mães uma palavra de conforto e de esperança e hoje nós estamos na época do Natal, é uma época propícia para isso", afirmou.

Uma consulta pública sobre a vacinação de crianças dos 5 aos 11 anos contra a Covid foi oficializada nesta quarta-feira (22).

"A faixa etária de 5 a 11 anos é onde se identifica menos óbitos em decorrência da Covid-19. Cada vida é importante. Nós lamentamos por todas as vidas. Agora, o Ministério da Saúde tem que tomar as suas decisões com base nas evidências científicas", afirmou.

Para comprovar as "evidências científicas", o ministro apresentou um gráfico e afirmou que isso faz com que o Ministério da Saúde possa ter tempo para decidir sobre a vacinação de crianças. Ele ainda afirma que o "baixo número de óbitos em crianças" é motivo para preocupação, mas diz que “mesmo que as vacinas começassem a ser aplicadas amanhã” o problema não será resolvido rapidamente.

Por fim, ele falou sobre a eficácia das vacinas aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) contra a variante Ômicron.

"A consulta pública visa ouvir a sociedade. Nós não podemos ouvir os especialistas nos canais de televisão. O ministério não se guia pelas opiniões que são exaradas nos canais de televisão, embora respeitemos a imprensa. O lugar de se debater isso com especialistas é em uma audiência pública no Ministério da Saúde", diz.

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