Programa do Senac ajuda setor hoteleiro

bahia
14.07.2020, 06:00:00

Programa do Senac ajuda setor hoteleiro

Entidade lança ação para auxiliar hotéis nos protocolos para retomada das atividades

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Fechamento de hotéis, demissões, corte de investimentos e a menor taxa de ocupação de sua  história. Estes são apenas alguns dos estragos provocados pela pandemia do novo coronavírus na hotelaria da Bahia nos últimos meses. Para ajudar o setor -  um dos "braços" mais importantes do turismo - a superar esta fase bem difícil,  o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial  (Senac) lançou, ontem, um  programa de apoio e  capacitação sobre os protocolos de segurança e higienização,  visando a reabertura segura dos empreendimentos. Detalhe: boa parte do material e serviços está  disponível, sem qualquer custo, para os empresários.

Uma das iniciativas mais importantes do programa foi a produção de oito vídeos, de até sete minutos.  O material está disponível para o setor  nas plataformas do YouTube de todos os Senac dos estados do Nordeste e do Espírito Santo. Em outra frente, o  Senac - de cada estado - irá prestar auxílio às empresas por meio de seus respectivos Programas de Atendimento Corporativo.  

Na Bahia, por exemplo, os hotéis terão acesso a monitorias  através do "Programa Senac Empresas Digital", que oferece atendimento remoto. A iniciativa investe na disseminação de informações (e-books e lives) e no desenvolvimento de soluções gratuitas, prestando auxílio aos estabelecimentos comerciais em meio à atual crise. As orientações  serão repassadas em sete encontros, totalizando uma carga horária de 22 horas. O projeto do Senac contempla ainda a realização de cursos e oficinas. 

"Cada empresa mentorada poderá implementar facilmente os protocolos", disse  a diretora regional do Senac Bahia, Marina Almeida. Para auxiliar o setor de hospitalidade neste novo momento, o Senac capacitou 70 docentes desses estados. "O setor de hospitalidade vem enfrentando um dos maiores desafios da história recente, com uma queda drástica de receitas e, em muitos casos, insolvências. Além de estarem impactados pela paralisação das atividades econômicas, essas empresas terão que realizar diversos investimentos, adequações nos ambientes e aquisições de novos equipamentos, EPIs e produtos para atenderem às novas regulamentações sanitárias", acrescentou Marina.
  
Conteúdo
O projeto do Senac  contou com as consultorias de Marcelo Boeger, professor,  gestor em hotelaria e especialista em higiene hospitalar, e de Maria José Dantas, presidente da Associação Brasileira de Governança Hoteleira (ABG).  O material contempla diversos tipos e tamanhos de empreendimentos hoteleiros e considerou as premissas básicas para garantir uma retomada segura da atividade, com foco na prevenção em saúde e a não transmissão do novo coronavírus. 

Tantos os vídeos como a mentoria abordam premissas como o distanciamento social, higiene pessoal, sanitização de ambientes, limpeza de quarto ocupado, coleta de resíduo sólidos, retirada de enxoval e processamento de roupas. Outros vídeos trazem orientações para as áreas de alimentos e  bebidas (uso de buffet em restaurantes, room service, coffee break, refeitório de colaboradores);  lazer (academias, saunas, spas, salão de jogos, piscinas, jacuzzis, esportes de contato, brinquedotecas);  eventos (salas de eventos, casamentos, eventos corporativos, sociais e treinamentos empresariais); comunicação assertiva para os colaboradores, prestadores e clientes; e monitoramento das atividades, check list e garantias para cumprimento dos protocolos.  

"Em muitos municípios, o discurso 'de fique em casa', começa a ser mudado agora para ‘pode vir que é seguro’. Por isso que os protocolos que constam nos vídeos não devem ser negligenciados", afirmou Marcelo Boeger. Segundo ele, os vídeos têm como objetivo servir de base para a capacitação das equipes e  gestores, além de orientar os empresários em que direção caminhar. A implentação dos  protocolos, acrescenta ele, não necessita de investimentos robustos.

"A maior parte desses investimentos é na criação de hábitos e na inclusões  de protocolos até então inexistentes no mercado hoteleiro e conhecidos há tempos pelo mercado hospitalar. Nossa intenção é apoiar a hotelaria independe de seu porte, criar uma cultura de prevenção, para que todos falem uma mesma língua dentro da empresa, e estejam seguros em suas tarefas", afirmou 

Boeger salientou ainda  que por trás de toda a retomada segura da atividade está a sobrevivência de empresas, empregos e de destinos turísticos importantes. "Claro que tem que atender os anseios do empresariado, claro que nosso objetivo é uma retomada segura, mas por trás disso tem a sobrevivência humana. Por trás desse trabalho há uma preocupação humanitária", assinalou. 

Simone Scorsato, diretora da BLTA e coordenadora do Movimento Hospitalidade Segura, destacou, durante o evento, que desde o início da pandemia as entidades hoteleiras se reuniram para trabalhar de forma coordenada e garantir a sobrevivência.  "A partir disso, discutimos a implementação dos protocolos de segurança na área", afirmou. "É muito difícil termos uma resposta global devido ao tamanho  do Brasil, mas sobretudo, é muito importante essa ação do Senac, disseminar esses conteúdos, por meio dos vídeos.  Eu reforço a responsabilidade de todos na conduta dos destinos para que tenhamos uma retomada segura”, enfatiza Simone.

Já a  diretora de educação profissional do Senac Nacional, Anna Beatriz Waehneldt, afirmou   que  trabalho do Senac  representa o início de um viés de uma virada para a retomada. "O mais importante é garantir a segurança sanitária dos clientes e dos colaboradores e somente por meio dessa percepção é que a retomada poderá acontecer gradualmente”, pontuou.

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