Startup baiana recebe R$ 2,5 mi para desenvolver seleção de emprego digital

ivan dias marques
23.01.2021, 05:59:00

Startup baiana recebe R$ 2,5 mi para desenvolver seleção de emprego digital

Conheça também o treinamento gratuito da Samsung para educadores

Num mundo cada vez mais especializado, quem tem amplas qualidades técnicas é fisgado rapidamente pelas empresas. Mas, muitas vezes, talentos ficam perdidos nos processos seletivos. Na área de tecnologia, então, há uma eterna busca por profissionais para preencher vagas específicas, o que demanda tempo e energia e causa dor de cabeça e muitos setores e empresas de Recursos Humanos no país.

Uma startup fundada por uma baiana especialista em recrutamento digital promete um método próprio de recrutamento eficiente que utiliza inteligência de dados e trabalha em cima da previsibilidade de resultados. E tem dado certo. A Intera já tem parcerias com empresas modernas e tradicionais, como iFood, Ebanx,Itaú, Ambev e Grupo Boticário, além de ter despertado um interesse de um grupo de investidores, que irá injetar R$ 2,5 milhões na empresa, que serão aplicados em tecnologia, na ampliação do time de vendas e desenvolvimento de um novo produto.

“Vamos construir um produto tecnológico que escale a nossa solução e possibilite o nosso cliente a fazer o que a gente faz para ele: gerar contratações assertivas e em menor tempo. Além disso, construir a base para movimentos que queremos fazer a médio e longo prazo, um escopo mais amplo na atuação em torno da empregabilidade na nova economia", explica a baiana Paula Morais, 26 anos, cofundadora da Intera em 2018. Os outros dois cofundadores são Augusto Frazão, atual CEO, e Juliano Tebinka, atual CTO. A empresa se mudou para São Paulo pela maior proximidade com os clientes, mas, em tempos de pandemia, tem funcionado de forma remota. 

Formada em Administração, Paula explica ao CORREIO que a Intera, atualmente, realiza um serviço de seleção para empresas. Com o aporte, a intenção é criar um software que realizará essa seleção e será vendido às empresas. "O aporte financeiro não foi para sobrevivência da empresa, mas para acelerar nosso investimento em tecnologia. Vamos desenvolver um produto de tecnologia, não venderemos mais um serviço", explica, indicando a mudança do trabalho realizado pela startup. A baiana, Head de Clientes da Intera, chegou a ter uma escola de tecnologia que formava desenvolvedores web.

Augusto, Paula e Juliano, equipe à frente da Intera (Foto: Divulgação)


A ideia da startup é “fisgar os melhores profissionais para vagas complexas, considerando habilidades técnicas, fit cultural e outros aspectos”. Como fazer isso? "A gente usufrui da internet, usando dados a nosso favor, encontramos, atraímos e qualficamos talentos para empresas inovadoras, que nasceram ou se transformatam digitalmente", explica Paula. O LinkedIn, rede social de negócios, é a principal fonte da empresa. "A gente aborda os profissionais que trabalham em outras empresas, conversamos sobre a vaga e o colocamos, após uma triagem, no processo seletivo das empresas. Tudo isso com alta precisão e velocidade". 

Para a Head de Clientes da Interna, apesar do crescimento da startups de tecnologia na Bahia, ainda existe um diferença entre o que o mercado precisa e a qualidade de formação das instituições de ensino, que não evoluiu na mesma velocidade. "Quando as empresas ganham força, existe uma pressão por formação. Há evolução mas ainda temos um gap nas universidades, há falta de incentivo. Temos que correr atrás pra diminuir essa diferença. É uma engrenagem, é preciso dar oportunidade. Tenho uma perspectiva boa de termos um ecossistema mais forte na Bahia", diz Paula, que dá exemplo do interior mineiro e de Campina Grande como locais em que a formação evoluiu.

Em 2020, o crescimento da Intera foi de 200% em relação a 2019 e a empresa já conta com um time de cerca de 90 colaboradores e mais de 100 clientes. “Para 2021, a meta é bater 150% de crescimento, dobrando o nosso faturamento”, planeja Paula. 

Samsung oferece treinamento gratuito para educadores

Uma das principais dificuldades dos professores com as aulas online foi como usar as possibilidades tecnológicas para conseguir transmitir conteúdo de forma adequada a seus alunos, explorando todas as ferramentas que os computadores – e a internet – poderiam oferecer. Com o tempo, é claro, tudo foi se arredondando, mas ainda é tempo de aprender, ainda mais que as empresas de tecnologia passaram a investir nesse nicho. De graça, então, melhor ainda.

Nessa semana, a Samsung apresentou uma plataforma online com dicas de técnicas para as aulas à distância. Chamada de Especializa+, ela surgiu por meio de uma parceria entre a empresa coreana, o Google For Education e o consultor educacional Amplifica com o objetivo de levar novos conceitos e inspirar educadores por meio de novas ferramentas e recursos tecnológicos. 
A plataforma já está à disposição de professores e conta com três módulos de preparação, com videoaulas guiadas pelas educadoras Carla Arena e Samara Brito, ambas do Amplifica. O principal objetivo é levar aos professores novos olhares para que eles possam aprimorar suas práticas pedagógicas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site https://samsung.com.br/especializa/.

Amazon anuncia finalistas do Prêmio Alexa

A Amazon lançou no ano passado a primeira edição do Prêmio Alexa de Acessibilidade, em parceria com a AACD (Associação de Assistência à Criança com Deficiência), Fundação Dorina Nowill para Cegos e Instituto Jô Clemente.  Desenvolvedores foram convidados pela empresa a enviar skills de Alexa que pudessem beneficiar a vida de pessoas com deficiência para concorrer a prêmios em dinheiro, produtos e doações a ONGs. Nessa semana, a Amazon anunciou os finalistas do prêmio, que podem ser conhecidos nesse link.
 

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