Suspeitos de hackear celulares de Moro e Deltan são transferidos para Brasília

brasil
23.07.2019, 21:25:25
Atualizado: 23.07.2019, 21:28:32
(Foto: Arquivo AFP)

Suspeitos de hackear celulares de Moro e Deltan são transferidos para Brasília

Um homem e uma mulher foram presos em São Paulo e outros dois homens em Araraquara e Ribeirão

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

Presos na Operação Spoofing deflagrada nesta terça-feira, 23, os quatro suspeitos de invadir o celular do ministro da Justiça, Sergio Moro, e do procurador da República e coordenador da Operação Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol, foram transferidos para Brasília e devem prestar depoimento ainda hoje na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal.

Nesta terça-feira, a PF prendeu um homem e uma mulher na capital paulista e outros dois homens em Araraquara e Ribeirão Preto. A ação foi determinada pelo juiz da 10.ª Vara Federal de Brasília, Vallisney de Souza Oliveira.

Além de Moro, procuradores da força-tarefa da Lava Jato no Paraná e outras autoridades foram hackeados - no mandado de buscas, há menção ao desembargador federal Abel Gomes (Tribunal Regional Federal da 2.ª Região, no Rio), ao juiz federal Flávio Lucas (18.ª Vara Federal do Rio) e delegados Rafael Fernandes, da PF em São Paulo, e Flávio Vieitez Reis, em Campinas.

Supostos diálogos mantidos no auge da investigação entre os procuradores e o então juiz Sergio Moro foram vazados e publicados pelo site The Intercept Brasil. Moro e os procuradores não reconhecem a autenticidade das mensagens a eles atribuídas.

A PF cumpriu quatro mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão em São Paulo, Araraquara e Ribeirão Preto. Os mandados foram cumpridos pelo delegado da PF Luiz Flávio Zampronha, que investigou o escândalo do mensalão.

Um dos endereços de buscas é a residência da mãe de um dos suspeitos, preso na capital paulista. Ele trabalha com shows e eventos, segundo investigadores. "As investigações seguem para que sejam apuradas todas as circunstâncias dos crimes praticados", informou a PF.

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas