Time do Bahia e covid no estado mudaram muito desde último jogo na Fonte Nova

e.c. bahia
18.09.2021, 06:00:00
Atualizado: 20.09.2021, 15:54:06
Diego Dabove passa instruções aos jogadores durante treino na Fonte Nova (Felipe Oliveira/EC Bahia)

Time do Bahia e covid no estado mudaram muito desde último jogo na Fonte Nova

Estádio volta a receber partida de futebol neste sábado, após quase sete meses

Douglas; Nino Paraíba, Ernando, Lucas Fonseca e Matheus Bahia (Juninho Capixaba); Patrick, Ronaldo (Ramon) e Gregore; Rossi (Thiago), Gilberto (Alesson) e Rodriguinho (Daniel). Técnico: Dado Cavalcanti. Como se pode ver, não foi só a situação epidemiológica da covid-19 no estado que mudou de fevereiro para cá, o que permite a reabertura da Arena Fonte Nova neste sábado (18) para receber o jogo entre Bahia e Red Bull Bragantino, às 21h, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O time tricolor escalado acima foi o que ganhou do Santos por 2x0 no dia 25 de fevereiro, data da última partida disputada na Fonte Nova, que depois voltou a funcionar como hospital de campanha para tratamento de pacientes com covid-19, além de ponto de vacinação para a doença.

O Bahia de sete meses atrás teve sete jogadores que não estão mais no clube: os titulares Douglas (hoje no Juventude), Ernando (Vasco), Ronaldo (Shimizu S-Pulse) e Gregore (Inter Miami) mais os reservas Ramon (América-MG), Thiago (New York City) e Alesson (Vila Nova). O treinador também mudou, e Dado Cavalcanti (atualmente sem clube) deu lugar ao argentino Diego Dabove.

Considerando o provável time inicial para enfrentar o Bragantino neste sábado, a mudança é quase completa: Matheus Teixeira, Nino Paraíba, Gustavo Henrique, Luiz Otávio e Juninho Capixaba; Lucas Araújo e Lucas Mugni; Oscar Ruiz, Rodallega, Gilberto e Isnaldo.

Desses 11, só os dois laterais e o centroavante jogaram contra o Santos, na partida que encerrou a temporada 2020, embora tenha invadido 2021. Mudança promovida pelo clube após lutar contra o rebaixamento e terminar em 14º lugar no Brasileirão. Não que tenha mudado para melhor, pois está em 15º atualmente.

O que melhorou e muito foi a realidade da covid-19. Exatamente no dia 25 de fevereiro, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) divulgava o boletim com o maior número de vítimas da doença desde o início da pandemia até então. Foram 100 mortes registradas no informe diário. O total de casos novos contabilizados nas 24 horas anteriores bateu 4.917. O número de leitos de UTI ocupados era de 922.

Na comparação com os números atuais, a mesma Sesab registrou 30 óbitos no boletim divulgado na última sexta-feira, dia 17, uma redução de 70% em relação ao dado de 25 de fevereiro. A quantidade de casos novos confirmados foi de 637, queda de 87%. E o número de leitos de UTI ocupados é de 274, redução também de 70%.

A vacinação no período, obviamente, avançou. O Brasil começou o processo em 17 de janeiro, e na Bahia eram 422.792 pessoas contempladas com uma dose e 88.873 com a imunização completa no dia 25 de fevereiro. Na última sexta, dia 17, já eram 9.499.829 pessoas vacinadas com a primeira dose ou com dose única (no caso da Janssen) – a Sesab não forneceu o número absoluto de segundas doses aplicadas. Em percentual, 89,9% da população adulta receberam a primeira dose. O total de mortes causadas pela doença no estado é de 26.742 desde o início da pandemia.

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