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Juliana Rodrigues
Publicado em 20 de abril de 2026 às 09:21
O debate sobre o fim da escala 6x1 amadureceu para um impasse político em Brasília, com o mercado agora focado no custo da transição. De um lado, o governo tenta acelerar a mudança via projeto de lei; de outro, o Centrão segura as rédeas do cronograma por meio de PECs na CCJ.
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Pressão pelo fim da Escala 6x1
No setor privado, o temor vai além da nova jornada; a preocupação é com a paralisia gerada pela queda de braço legislativa.
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A tentativa do governo de acelerar o fim da escala 6x1 via projeto de lei criou um impasse com o comando da Câmara. Enquanto o Planalto tenta assumir a paternidade da medida, o deputado Hugo Motta reage para manter o protagonismo do Congresso.
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Para Motta, o caminho são as PECs já em curso, o que garante à Câmara o poder de moderar a proposta e incluir as demandas do empresariado, em contraposição ao modelo mais célere pretendido pelo Executivo.
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O ministro José Guimarães (Relações Institucionais) parece ter decifrado os sinais da Câmara; a estratégia de "confronto total" deu lugar a uma tentativa de harmonização. O próprio ministro admitiu, em reunião estratégica com Motta, que a transição da jornada é negociável.
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“É claro, se você tem um debate, nós temos que estar abertos para discutir. A transição eu acho que é possível discutir. Mas isso quem vai dizer é o Congresso”, disse o ministro.
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Um ponto que o mercado acompanha de perto é a resistência do governo quanto à desoneração para setores intensivos em mão de obra.
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Para o ministro José Guimarães, a desoneração é inviável. “Eu acho que não tem que ter desoneração. Pelo contrário, o país não suporta isso.
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Não tem país que sobreviva economicamente, governo renunciando a quase R$ 1 trilhão”, afirmou em uma entrevista coletiva na quinta-feira (16).
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Embora o governo pressione pelo fim da jornada 6x1, a resistência em oferecer desonerações tributárias como contrapartida cria um impasse no Congresso.
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Na visão do Parlamento, se a escala mudar sem contrapartida fiscal, o custo será repassado ao preço final, gerando inflação de serviços ou resultará em fechamento de postos de trabalho.
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Na mesa de negociações entre o governo e a presidência da Câmara, o "se" deu lugar ao "como". O desafio agora é formatar uma transição que acomode a nova jornada sem asfixiar financeiramente as empresas afetadas.
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