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Juliana Rodrigues
Publicado em 17 de março de 2026 às 20:48
Com a proximidade do pleito de 2026, a Justiça Eleitoral brasileira se vê diante de um adversário que vai além das tradicionais trincheiras das fake news partidárias, ampliando o risco para a segurança de dados do cidadão. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) emitiu um alerta recente sobre um golpe sofisticado que tem no WhatsApp seu principal canal de atuação. Sob o falso pretexto de regularização do título de eleitor, criminosos utilizam a credibilidade da logomarca oficial da Corte e um perfil que se apresenta como canal de atendimento ao cidadão para fisgar os mais desatentos.
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O impacto desses crimes cibernéticos vai além da esfera política. Especialistas em segurança digital alertam que a coleta de dados pessoais por meio dessas armadilhas é o primeiro passo para fraudes bancárias sofisticadas e o roubo de identidade, que podem esvaziar contas e negativar o nome em pouco tempo. Além disso, há um risco democrático. Ao cair em um golpe e não regularizar sua situação pelos meios corretos, o eleitor pode ficar impedido de votar caso não resolva a pendência dentro dos prazos definidos pela Justiça Eleitoral, prejudicando a escolha dos novos governantes do país.
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Para não virar vítima de golpe no WhatsApp, o eleitor precisa adotar uma regra básica de segurança. A Justiça Eleitoral não envia links de regularização por WhatsApp ou mensagens não solicitadas. O caminho seguro para resolver qualquer pendência, sem expor seus dados e seu dinheiro a riscos, é o Portal de Autoatendimento do Eleitor, serviço oficial disponível no site do TSE, o tse.jus.br.
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Para garantir a segurança, utilize apenas os domínios: >
Portal Oficial: www.tse.jus.br>
Para não ser vítima de engenharia social no WhatsApp, o eleitor deve ficar atento a sinais claros de fraude: >
Ausência de verificação: perfis oficiais do Governo e da Justiça Eleitoral possuem selos de verificação (o ícone azul ou verde ao lado do nome). Desconfie de nomes genéricos como "Atendimento ao Cliente". >
Sufixos de domínio: links legítimos da administração pública obrigatoriamente terminam em .jus.br ou .gov.br. Descarte endereços com finais como .net, .org, .app ou links encurtados que escondem o destino final. >
Abordagem ativa: o TSE não inicia conversas para exigir regularizações. O movimento de busca pelo serviço deve partir sempre do eleitor através do site ou do aplicativo oficial e-Título.>