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Matheus Marques
Publicado em 2 de março de 2026 às 09:38
O domicílio eleitoral é o elo entre o cidadão e a administração da sua cidade. Quando o eleitor muda de residência, mas mantém o título na cidade antiga, ele acaba por desequilibrar os aspectos democráticos do local. Mais do que uma formalidade, transferir o título é uma ferramenta de cidadania que impacta desde o teto de gastos de campanhas municipais até a destinação de políticas públicas essenciais. >
Título de eleitor
A precisão do cadastro eleitoral reflete diretamente na estrutura administrativa do país. O tamanho do eleitorado de uma região define variáveis sensíveis, como o tempo de propaganda eleitoral gratuita, o teto de gastos de campanhas e a própria composição das bancadas legislativas. Quando há um descompasso entre a população real e o número de títulos registrados, surgem distorções que prejudicam o planejamento de políticas públicas e a distribuição de recursos. >
Para evitar a manipulação de resultados em pleitos por meio de "migrações artificiais" de eleitores, o sistema brasileiro exige a comprovação de vínculo de, no mínimo, três meses com a nova cidade. Além disso, o eleitor não pode ter movimentado seu título nos últimos 12 meses. >
Acesso: o pedido deve ser iniciado nos portais do TSE ou TREs. >
Análise: o requerimento é processado eletronicamente e submetido à homologação judicial.>
Caso a solicitação ocorra após o fechamento do cadastro em maio, o eleitor permanecerá vinculado ao seu domicílio antigo. Nessa circunstância, será necessário comparecer à seção de origem ou realizar a justificativa de ausência para evitar pendências com o CPF e outros documentos civis. Manter o título atualizado é um compromisso com a transparência e a soberania do voto popular.>