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Wendel de Novais
Publicado em 2 de março de 2026 às 07:49
A adolescente de 17 anos que foi vítima de um estupro coletivo em Copacabana, no Rio de Janeiro, foi atraída para uma emboscada. De acordo com a investigação, um dos suspeitos – um menor que está sendo procurado – teria convidado a vítima para um encontro romântico e combinado de encontrá-la em um apartamento do condomínio onde o crime aconteceu. As informações são do g1. >
“A gente trata esse caso como uma emboscada planejada. Ela foi levada a erro por esse garoto, esse menor que já tinha um relacionamento anterior com ela. Ela achou que estava indo para lá para ter um encontro romântico com esse adolescente infrator. Só que chegou lá havia mais quatro adultos e aconteceu tudo que aconteceu”, disse o delegado Ângelo Lajes, responsável pela investigação do caso. >
Os acusados do crime foram identificados pela polícia
A vítima e o menor que a atraiu para a cena do crime estudam na mesma escola e já foram namorados antes. Quando eles estavam tendo uma relação dentro do quarto, os quatro acusados, que já são considerados réus, entraram e praticaram o crime. Eles estão foragidos e foram identificados como Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, João Gabriel Bertho Xavier e Matheus Veríssimo Zoel Martins, os dois de 19. >
De acordo com a polícia, o apartamento onde o crime aconteceu pertence ao pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin, e estava vazio, porque é utilizado apenas para aluguel por temporada. Câmeras de segurança do prédio registraram a chegada dos jovens ao apartamento e, uma hora depois, a saída deles do condomínio. Após o crime, a adolescente procurou a 12ª DP para registrar a ocorrência. >
"Ela chegou à delegacia muito abalada emocionalmente e com algumas lesões aparentes nas costas, nos glúteos e na vagina. Além disso, apresentava sangramentos, o que comprovava que o crime havia acabado de acontecer. Por isso, até tentamos fazer a prisão em flagrante, indo até o local, mas não tinha mais ninguém no apartamento", informou o delegado, em entrevista ao jornal O Globo. >
Perícia e provas >
Ainda de acordo com o delegado, quando a adolescente fez o exame de corpo de delito, o perito informou que as lesões verificadas são compatíveis com o relato feito por ela. O exame identificou lesões relacionadas à violência física, como ferimentos na área genital, sangue no canal vaginal e hematomas nas costas e nos glúteos. >
O delegado destacou ainda que não há qualquer dúvida em relação à autoria e a materialidade do crime. "Ela sofreu muita violência física. Foi agredida por todos eles. Ela relatou sessões de tapas e chutes. Inclusive, a perícia apontou suspeita de fratura na costela. E sofreu muita violência psicológica também, com xingamentos e humilhações". >
Dos quatro envolvidos, segundo o delegado, só dois deles tinham passagens pela polícia por rixa, após terem se envolvido em brigas. "Não tinham anotações prévias por crimes sexuais. Como eles optaram por fugir e não se submeter à ordem judicial, vamos continuar fazendo uma série de diligências para tentar encontrá-los". >
Após a Polícia Civil indiciar os quatro homens pelo de crime de estupro com concurso de pessoas, eles foram denunciados pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) à Justiça, que os tornou réus e expediu um mandado de prisão preventiva contra eles na sexta-feira (27). A Polícia Civil fez uma operação, denominada "Não é Não", neste sábado (28), para prendê-los, mas nenhum deles foi encontrado. >
O menor de 17 anos também está sendo procurado, mas teve sua identidade preservada. Segundo as investigações, ele já teve um relacionamento com a vítima entre 2023 e 2024, e pediu para a vítima que levasse uma amiga ao local do crime, mas ela afirmou não ter quem levar e foi sozinha. Ele a recepcionou na portaria do prédio e, no elevador, comentou que havia outros amigos no imóvel e insinuou que eles também participariam do momento entre os dois, proposta que ela diz ter rejeitado. >
Em depoimento, a vítima contou que, ao chegar ao apartamento, foi levada para um quarto e, durante a relação sexual entre ela e o ex-namorado, os quatro rapazes teriam adentrado o local, ficaram nus, passaram a tocá-la e a beija-la à força. Em seguida, a obrigaram a fazer sexo oral. Ela tentou sair do quarto, mas foi impedida. A adolescente relatou ainda que sofreu penetração dos quatro e foi agredida com socos, tapas e chupes na região abdominal. >