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Foragido por estupro coletivo contra adolescente de 17 anos é jogador de futebol de time carioca

Acusado foi identificado como João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos

  • Foto do(a) author(a) Wendel de Novais
  • Wendel de Novais

Publicado em 2 de março de 2026 às 08:24

João Gabriel Xavier Bertho é um dos acusados por estupro
João Gabriel Xavier Bertho é um dos acusados por estupro Crédito: Reprodução

Entre os quatro homens acusados de participação no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos no Rio de Janeiro está um jogador de futebol. Ele foi identificado como João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos, e tem contrato como Serrano Football Clube, de Petrópolis e, segundo o Globo, esteve envolvido em partidas da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj).

Uma súmula registrada em uma competição estadual sub-20 do Rio de Janeiro, inclusive, aponta a participação de João Gabriel no elenco que esteve em jogo disputado pelo Serrano frente ao Paduano em julho do ano passado. A partida teria acontecido em Duque de Caxias e o acusado, que é atacante, teria atuado como titular do time.

João Gabriel Xavier Bertho é um dos acusados por estupro por Reprodução

Os registros da competição apontam que o jogador atuou em pelo menos seis partidas na competição contra equipes como A.D. Leões do Brasil, Rio Athletic, Grande Rio F.C., Maricaense A.C. e Niterói F.C. João Gabriel passou ainda pelo S.C. Humaitá antes de ser integrado ao Serrano.

Em nota, o Serrano FC divulgou que já tem ciência da investigação e afastou o jogador. ”Entendemos a gravidade da situação e reforçamos que o clube repudia veementemente qualquer forma de assédio ou violência. O atleta está afastado e seu contrato suspenso. Estamos acompanhando de perto o desenrolar do caso e os desdobramentos da investigação", divulgou o time.

Crime e investigação

A adolescente de 17 anos foi atraída para uma emboscada. De acordo com a investigação, um dos suspeitos – um menor que está sendo procurado – teria convidado a vítima para um encontro romântico e combinado de encontrá-la em um apartamento do condomínio onde o crime aconteceu. As informações são do g1.

A vítima e o menor que a atraiu para a cena do crime estudam na mesma escola e já foram namorados antes. Quando eles estavam tendo uma relação dentro do quarto, os quatro acusados, que já são considerados réus, entraram e praticaram o crime. Os outros três acusados foram identificados como Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, e Matheus Veríssimo Zoel Martins, 19.

De acordo com a polícia, o apartamento onde o crime aconteceu pertence ao pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin, e estava vazio, porque é utilizado apenas para aluguel por temporada. Câmeras de segurança do prédio registraram a chegada dos jovens ao apartamento e, uma hora depois, a saída deles do condomínio. Após o crime, a adolescente procurou a 12ª DP para registrar a ocorrência.

"Ela chegou à delegacia muito abalada emocionalmente e com algumas lesões aparentes nas costas, nos glúteos e na vagina. Além disso, apresentava sangramentos, o que comprovava que o crime havia acabado de acontecer. Por isso, até tentamos fazer a prisão em flagrante, indo até o local, mas não tinha mais ninguém no apartamento", informou o delegado, em entrevista ao jornal O Globo.

Os acusados do crime foram identificados pela polícia por Reprodução

Perícia e provas

Ainda de acordo com o delegado, quando a adolescente fez o exame de corpo de delito, o perito informou que as lesões verificadas são compatíveis com o relato feito por ela. O exame identificou lesões relacionadas à violência física, como ferimentos na área genital, sangue no canal vaginal e hematomas nas costas e nos glúteos.

O delegado destacou ainda que não há qualquer dúvida em relação à autoria e a materialidade do crime. "Ela sofreu muita violência física. Foi agredida por todos eles. Ela relatou sessões de tapas e chutes. Inclusive, a perícia apontou suspeita de fratura na costela. E sofreu muita violência psicológica também, com xingamentos e humilhações".

Dos quatro envolvidos, segundo o delegado, só dois deles tinham passagens pela polícia por rixa, após terem se envolvido em brigas. "Não tinham anotações prévias por crimes sexuais. Como eles optaram por fugir e não se submeter à ordem judicial, vamos continuar fazendo uma série de diligências para tentar encontrá-los".

Após a Polícia Civil indiciar os quatro homens pelo de crime de estupro com concurso de pessoas, eles foram denunciados pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) à Justiça, que os tornou réus e expediu um mandado de prisão preventiva contra eles na sexta-feira (27). A Polícia Civil fez uma operação, denominada "Não é Não", neste sábado (28), para prendê-los, mas nenhum deles foi encontrado.

O menor de 17 anos também está sendo procurado, mas teve sua identidade preservada. Segundo as investigações, ele já teve um relacionamento com a vítima entre 2023 e 2024, e pediu para a vítima que levasse uma amiga ao local do crime, mas ela afirmou não ter quem levar e foi sozinha. Ele a recepcionou na portaria do prédio e, no elevador, comentou que havia outros amigos no imóvel e insinuou que eles também participariam do momento entre os dois, proposta que ela diz ter rejeitado.

Em depoimento, a vítima contou que, ao chegar ao apartamento, foi levada para um quarto e, durante a relação sexual entre ela e o ex-namorado, os quatro rapazes teriam adentrado o local, ficaram nus, passaram a tocá-la e a beija-la à força. Em seguida, a obrigaram a fazer sexo oral. Ela tentou sair do quarto, mas foi impedida. A adolescente relatou ainda que sofreu penetração dos quatro e foi agredida com socos, tapas e chupes na região abdominal.

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Procurados Estupro Coletivo João Gabriel Xavier Bertho Adolescente de 17 Anos