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Carol Neves
Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 09:57
Uma adolescente de 13 anos foi confundida por traficantes com a namorada de um integrante de facção rival e acabou vítima de estupro coletivo após ser submetida ao chamado “tribunal do tráfico”, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. >
Na manhã desta quarta-feira (11), a Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou uma operação para prender envolvidos no crime. Ao todo, os agentes buscam cumprir cinco mandados de prisão e um mandado de busca e apreensão contra um adolescente apontado como participante da ação.>
As investigações indicam que sete pessoas participaram do crime, entre elas uma mulher, que teria ajudado a conter a vítima. A jovem foi libertada depois que criminosos perceberam que ela havia sido confundida com outra pessoa.>
Entre os sete suspeitos identificados, um foi morto por traficantes e outro acabou preso após ser espancado por integrantes do próprio grupo criminoso. Ele foi encontrado internado em um hospital e já possuía antecedentes por estupro e tráfico de drogas.>
Investigação>
De acordo com a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de São João de Meriti, responsável pelo caso, a adolescente mora nas proximidades da comunidade do Trio do Ouro, área controlada pelo Terceiro Comando Puro, e frequentava o local por ter familiares na região.>
Ela teria sido confundida com outra jovem apontada como namorada de um criminoso ligado ao Comando Vermelho. Por causa disso, traficantes decidiram submetê-la ao “tribunal do tráfico”, que teria determinado o estupro coletivo como punição. A vítima acabou libertada quando um dos criminosos percebeu o engano.>
Relato da vítima>
A adolescente contou à polícia que estava em uma praça da região acompanhada de uma amiga quando foi abordada por homens armados e obrigada a entrar em um veículo.>
Segundo a denúncia, sete homens armados participaram da ação e cinco teriam cometido o estupro. A jovem afirmou ainda ter sido atingida por um tiro de raspão na cabeça e relatou que foi ameaçada para não denunciar o crime, sob ameaça de que seus familiares seriam mortos caso o ocorrido fosse comunicado às autoridades.>