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Amanda Cristina de Souza
Publicado em 11 de maio de 2026 às 09:00
Um pedido de voto fora do prazo pode custar caro nas eleições de 2026. A campanha oficial só começa em 16 de agosto, mas a fiscalização já está em curso. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode aplicar multas de até R$ 25 mil e, em casos mais graves, barrar candidaturas por propaganda antecipada. >
Pré-candidatos podem se apresentar ao eleitorado e discutir projetos. O limite legal, contudo, está no pedido explícito de voto ou no uso de expressões equivalentes — as chamadas "palavras mágicas" que sugerem o apelo eleitoral antes do tempo. >
Título de eleitor
A lei permite entrevistas, presença em eventos, participação em debates e a divulgação de propostas. Também abre espaço para destacar qualidades pessoais e posições políticas.>
O limite aparece quando surge o pedido direto de voto. Frases com esse tipo de apelo entram como propaganda antecipada e podem render punição.>
A ideia é garantir equilíbrio entre os concorrentes antes do início oficial da disputa.>
Durante a pré-campanha, não é permitido comprar espaço em rádio e televisão nem usar outdoors. A restrição vale para todo mundo, inclusive para quem já ocupa cargo público.>
No ambiente digital, o cerco apertou. Plataformas e candidatos podem responder por conteúdos irregulares, o que aumenta o risco jurídico.>
O avanço da inteligência artificial levou a desinformação no centro da fiscalização. Vídeos manipulados, que simulam falas de candidatos ou autoridades, estão na mira da Justiça Eleitoral.>
Com base na Lei nº 9.504/1997, o TSE tem aplicado multas e determinado a remoção de conteúdos considerados enganosos ou ofensivos, com foco nas redes sociais.>
A prioridade é barrar materiais que possam induzir o eleitor ao erro.>
Decisões recentes mostram que a fiscalização começa antes mesmo da campanha oficial.>
Em 2024, um pré-candidato à prefeitura de Senador Pompeu, no Ceará, acabou penalizado após organizar uma carreata com apelo eleitoral fora do período permitido.>
A Justiça olha para o conteúdo da mensagem, não só para o formato da ação.>
Eleitores podem registrar denúncias pelo Pardal, aplicativo gratuito da Justiça Eleitoral. A plataforma permite anexar fotos e vídeos de irregularidades, como outdoors antecipados ou uso indevido da máquina pública, enviando os relatos diretamente ao Ministério Público Eleitoral. >
Os relatos seguem para o Ministério Público Eleitoral, que pode pedir a retirada do conteúdo e aplicação de penalidades.>
Com a chegada de agosto, a tendência é de fiscalização mais intensa.>
O ambiente digital deve concentrar boa parte da atenção, diante do uso cada vez maior de tecnologia na disputa eleitoral.>
O cenário aponta para uma pré-campanha mais vigiada e com menos margem para erro.Para quem pretende disputar em 2026, antecipar o pedido de voto pode significar largar na frente do jeito errado. >