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Juliana Rodrigues
Publicado em 15 de abril de 2026 às 20:00
O Palácio do Planalto oficializou, nesta segunda-feira (13), a servidora Ana Cristina Viana Silveira como nova presidente do INSS. A mudança ocorre em meio a uma sequência de trocas no comando do órgão e à pressão por melhora no atendimento e redução da fila de benefícios.
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Analista desde 2003 e ex-presidente do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), Ana Cristina assume o instituto com o desafio de reduzir o volume de pedidos represados e melhorar a eficiência na concessão de benefícios.
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A aposta do ministro da Previdência, Carlos Lupi, em um nome técnico busca dar mais previsibilidade à gestão e destravar negociações com peritos e servidores, especialmente em torno de bônus e condições de trabalho.
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A presidência do INSS atravessa um período de instabilidade desde 2025. Alessandro Stefanutto deixou o cargo após investigações sobre descontos indevidos em benefícios. Na sequência, Gilberto Waller assumiu a função, mas foi demitido nesta segunda-feira (13), após menos de um ano no posto.
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Antes deles, Glauco André Wamburg também já havia deixado o comando do órgão em meio a mudanças na gestão. >
A sucessão de trocas criou um cenário de incerteza administrativa. A escolha por uma servidora de carreira indica a tentativa do governo de garantir continuidade e reduzir ruídos internos.
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A nova presidente assume sob cobrança de órgãos de controle, como Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério Público, que pressionam por mais eficiência no combate a fraudes e maior agilidade no atendimento à população.
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Com a proximidade do ciclo eleitoral, o desempenho do INSS passa a ter impacto direto na avaliação do governo. A gestão de Ana Cristina deve priorizar medidas para reduzir filas, incluindo a ampliação do uso de ferramentas digitais, como o Atestmed.
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O sucesso da nova presidente será medido pela capacidade de melhorar indicadores de atendimento e dar estabilidade à gestão até 2026.
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