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Juliana Rodrigues
Publicado em 18 de maio de 2026 às 13:00
As redes sociais ultrapassaram a TV e agora são o principal meio que o brasileiro usa para saber de política. Segundo a pesquisa Genial/Quaest, 38% da população prefere o mundo digital, enquanto a televisão caiu para 35%. >
Pesquisa Genial/Quaest
O avanço ganhou força nos últimos meses, mostrando que o celular hoje tem mais peso que a tela da sala na hora de acompanhar o governo. >
Essa mudança reflete uma troca de comportamento iniciada no fim de 2025. O eleitor não quer mais esperar o telejornal para saber o que acontece no Planalto ou no Congresso; ele quer a notícia em tempo real, muitas vezes comentada por alguém em quem ele já confia.>
Os índices estão ligados a alguns fatores, como a acessibilidade; o celular está na mão o dia todo, ao contrário da TV; a identificação nas redes; o cidadão escolhe seguir perfis que prefere; e o imediatismo; a resposta a um fato político acontece segundos após o ocorrido.>
Apesar de o cenário político parecer polarizado entre esquerda e direita, a maior parte dos eleitores brasileiros se considera independente, somando 32% do total. >
O levantamento mostra ainda que existem grupos que não seguem necessariamente as lideranças tradicionais, como ocorre na direita, em que os 21% que não se dizem bolsonaristas já superam os 12% de seguidores convictos do ex-presidente. >
No campo oposto, os “lulistas” (19%) aparecem ligeiramente à frente da “esquerda não lulista” (14%). >
A consolidação das redes sociais como fonte número um traz um sinal de alerta para a qualidade do debate. Sem os filtros editoriais que a TV e os grandes jornais impõem, a margem para a circulação de informações distorcidas aumenta.>
A nova regra do jogo para os políticos exige domínio total das redes, já que quem não souber falar a língua dos algoritmos corre o risco de ficar invisível para quase 40% da população que trocou o televisor pelo celular para acompanhar o país.>