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Pombo Correio
Publicado em 23 de abril de 2026 às 15:59
Pré-candidato ao Senado, João Roma (PL) afirmou, nesta quinta-feira (23), que a revelação de vínculos políticos no esquema que resultou na fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis evidencia um processo de “aparelhamento do Estado” na Bahia, com impacto direto sobre a segurança pública. >
“Os absurdos acontecem dentro de um aparelhamento de Estado”, afirmou, durante entrevista a rádio Antena 1. “É fundamental que a gente consiga ter compreensão disso tudo, para que tenhamos uma sociedade realmente com dignidade, livre de certos arranjos que são muito corrosivos no nosso cotidiano”, completou.>
A avaliação de Roma ocorre após a ex-diretora da unidade, Joneuma Neres, nomeada pela Secretaria Estadual de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), admitir em delação que atuou para facilitar a fuga de 16 detentos em Eunápolis. Ela também relatou indicações políticas para cargos, concessão de regalias a presos e negociações envolvendo recursos financeiros.
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Ainda na entrevista, o ex-ministro da Cidadania afirmou que há uma disputa interna marcada por “deslealdade e interesses individuais” no governo do estado.>
“Eu não estou vendo essa união, pelo contrário. Eu estou vendo muita rasteira, muita crocodilagem, digamos assim, do lado do PT. Você vê Rui Costa muito interessado em resolver o próprio umbigo, dando rasteira em Jaques Wagner toda hora, criando situações que vão constrangendo pessoas dentro do próprio governo”, declarou. >
“São 20 anos de governos do PT na Bahia, então hoje é a disputa de Rui Costa com Jaques Wagner; problemas internos da administração Jerônimo (Rodrigues), que é uma administração que tem muitas dificuldades, não consegue entregar o que promete. São 20 anos de PT com bonitas promessas, bonitas propagandas na televisão, mas não consegue entregar o que promete. Rui Costa é o 'amigo da onça' que tenta dar rasteira nos amigos”, acrescentou. >