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Salário de governador: entenda o teto, os penduricalhos e o que muda após as eleições de 2026

STF endurece contra verbas “indenizatórias” usadas para furar o teto, e o tema vira munição eleitoral em 2026

  • Foto do(a) author(a) Maiara Baloni
  • Maiara Baloni

Publicado em 3 de março de 2026 às 13:47

Salário e benefícios: quanto vai ganhar um deputado federal eleito em 2026?
Salário e benefícios: quanto vai ganhar um governador eleito em 2026? Crédito: Reprodução

Com a proximidade das eleições de 2026, o debate político volta a ganhar força nas ruas e, naturalmente, o custo da máquina pública entra na pauta. Entre as dúvidas mais frequentes dos eleitores está uma que gera curiosidade e, por vezes, indignação: afinal, quanto ganha um governador? O valor não é uniforme e a disparidade entre estados brasileiros é um dos pontos que mais chamam a atenção.

SALÁRIO DOS GOVERNADORES DO BRASIL por Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Para o leitor, é fundamental entender que esse número não é apenas um "salário", mas sim um subsídio, uma remuneração base, definida por lei estadual, que serve como referência para o teto do funcionalismo público local.

O que muda em 2027?

Após as eleições de outubro de 2026, caberá ao processo legislativo estadual, por meio de lei, definir os subsídios do mandato que começa em janeiro de 2027, respeitando regras de anterioridade e limites fiscaisas.

Isso significa que, embora tenhamos hoje uma base de comparação, esses valores podem ser reajustados ou renegociados pelas novas bancadas logo no início da próxima legislatura. Qualquer aumento, contudo, precisa observar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que limita o quanto o governo pode gastar com pessoal, tornando a decisão um termômetro político importante para o início de cada gestão.

O "efeito cascata" e a diferença entre estados

Se você notar que a remuneração do governador do seu estado é muito superior à de outro, a explicação raramente é coincidência. O vencimento do chefe do Executivo funciona como uma âncora: quando ele sobe, abre-se espaço legal para que desembargadores, procuradores, deputados estaduais e conselheiros de contas também elevem seus ganhos para se manterem abaixo do novo teto.

Por isso, estados em situações fiscais mais delicadas costumam manter os salários do governador em patamares inferiores. É uma estratégia para evitar uma pressão inflacionária em toda a folha de pagamento da máquina pública.

Os "penduricalhos" na mira do STF

Em 2026, um termo domina as buscas jurídicas: os penduricalhos. São verbas lançadas como ‘indenizatórias’, como auxílio-moradia ou transporte, e que, em muitos casos, têm sido usadas para ultrapassar o teto, o que virou alvo de restrições no STF.

Em decisões recentes, o STF tem exigido lastro legal e justificativa objetiva para pagamentos que excedam o subsídio, e tem barrado rubricas usadas como complemento salarial disfarçado.

De Sergipe à Bahia: a disparidade real

Os salários dos governadores do Brasil são definidos pelas assembleias legislativas de cada estado (ou Câmara Legislativa do DF), respeitando o teto constitucional de R$ 46.366,19, e variam conforme prioridades locais e condições fiscais das gestões. Segundo o Portal da Transparência de cada unidade da federação, estes são os valores brutos mensais vigentes em março de 2026:

Sergipe Fábio Mitidieri (PSD) 46.366,19

Acre Gladson Cameli (PP) 42.265,49

Minas Gerais Romeu Zema (Novo) 41.845,49

Bahia Jerônimo Rodrigues (PT) 36.894,89

São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) 34.572,89

Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSD) 35.462,22

Rondônia Marcos Rocha (União) 35.462,22

Pará Helder Barbalho (MDB) 35.363,55

Espírito Santo Renato Casagrande (PSB) 34.774,64

Amapá Clécio Vieira (Solidariedade) 33.000,00

Roraima Antonio Denarium (PP) 34.299,00

Amazonas Wilson Lima (União) 34.070,00

Paraná Ratinho Júnior (PSD) 33.763,00

Paraíba João Azevêdo (PSB) 33.696,58

Maranhão Carlos Brandão (PSB) 33.006,39

Mato Grosso Mauro Mendes (União) 32.353,46

Tocantins Wanderlei Barbosa (Republicanos) 30.100,00

Alagoas Paulo Dantas (MDB) 30.833,91

Goiás Ronaldo Caiado (União) 30.585,01

Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) 29.951,94

Santa Catarina Jorginho Mello (PL) 25.322,25

Ceará Elmano de Freitas (PT) 23.893,79

Pernambuco Raquel Lyra (PSD) 22.000,00

Rio Grande do Norte Fátima Bezerra (PT) 21.914,76

Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) 21.868,14

Píaui Rafael Fonteles (PT) 35.574,64

Mato Grosso do Sul Eduardo Riedel (Progressistas/PP) 35.462,27

Essa variação mostra que a economia local e as decisões políticas definem o peso da folha de pagamento do Executivo.

Como fiscalizar o seu estado?

O leitor não precisa depender de suposições. A ferramenta mais poderosa que você tem em mãos é o Portal da Transparência.

Todo governo estadual é obrigado por lei a publicar os dados de sua folha de pagamento. Para consultar:

  1. Acesse o site oficial do governo do seu estado (ex: transparencia.ba.gov.br).
  2. Busque pela seção "Pessoal" ou "Folha de Pagamento".
  3. Filtre por "Poder Executivo" e busque pelo cargo de "Governador".
  4. Verifique tanto o subsídio quanto as verbas de representação recebidas no mês.

A transparência é o primeiro passo para o exercício da cidadania. Em um ano de eleições, acompanhar como o dinheiro público é aplicado e qual a política de remuneração do governo é o melhor caminho para entender as prioridades da gestão que você escolheu, ou escolherá, para representar o seu estado.

Tags:

Brasil Eleições Governador