Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Maiara Baloni
Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 05:00
O ano de 2026 começa com a economia como o principal campo de batalha do ciclo eleitoral. Dados recentes de institutos de pesquisa confirmam que a opinião pública sobre o desempenho da atual gestão está polarizada: a aprovação oscila perto dos 47%, enquanto a desaprovação beira os 49%. Esse cenário de empate técnico gera cautela imediata no mercado financeiro e afeta diretamente a confiança de quem consome. >
ELEIÇÕES 2026
O investidor e o consumidor devem ficar atentos aos prazos oficiais da Justiça Eleitoral, pois cada etapa altera as expectativas econômicas e a cotação da moeda:>
A relação entre política e bolso ocorre por meio do que os economistas chamam de "ancoragem de expectativas". Se o mercado percebe que o governo pode elevar gastos públicos para buscar popularidade, o chamado "risco-país" aumenta. >
Analistas da FGV destacam que cortes na taxa de juros só devem ganhar força se houver sinais claros de estabilidade política pós-março. Até lá, a projeção da inflação (IPCA) segue em 3,97%, sob pressão constante de variações cambiais típicas de anos de transição ou reeleição.>
Para atravessar este período, a recomendação de especialistas é a cautela financeira: priorizar reservas de emergência em ativos de baixo risco, como o Tesouro Selic (que se beneficia dos juros altos atuais), e evitar novos endividamentos de longo prazo enquanto as taxas permanecerem no patamar restritivo.>