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Eleições 2026: como o cenário político impacta o dólar, a inflação e o seu bolso

Com país dividido e juros em 14,9%, incerteza sobre o futuro do governo trava o consumo e pressiona o custo de vida das famílias.

  • M
  • Maiara Baloni

Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 05:00

CENÁRIO POLÍTICO
CENÁRIO POLÍTICO Crédito: REPRODUÇÃO

O ano de 2026 começa com a economia como o principal campo de batalha do ciclo eleitoral. Dados recentes de institutos de pesquisa confirmam que a opinião pública sobre o desempenho da atual gestão está polarizada: a aprovação oscila perto dos 47%, enquanto a desaprovação beira os 49%. Esse cenário de empate técnico gera cautela imediata no mercado financeiro e afeta diretamente a confiança de quem consome.

O Calendário que mexe com o mercado

CENÁRIO POLÍTICO E ELEIÇÕE 2026 por REPRODUÇÃO

O investidor e o consumidor devem ficar atentos aos prazos oficiais da Justiça Eleitoral, pois cada etapa altera as expectativas econômicas e a cotação da moeda:

  • Março e Abril: Período de movimentações partidárias intensas, que podem sinalizar o grau de apoio a reformas econômicas no Congresso.
  • 6 de maio: Prazo final para regularização do título. É o marco técnico que oficializa o tamanho do eleitorado e aumenta o foco em promessas de gasto público.
  • 20 de julho a 5 de agosto: Realização das convenções. É quando o mercado avalia se os planos econômicos apresentados possuem responsabilidade fiscal ou se tendem ao populismo.
  • 4 de outubro: Primeiro turno das eleições. Além do Executivo, a renovação de dois terços do Senado e de toda a Câmara dos Deputados definirá a facilidade ou dificuldade para aprovar novas leis econômicas a partir de 2027.

Por que as urnas fazem o preço subir?

A relação entre política e bolso ocorre por meio do que os economistas chamam de "ancoragem de expectativas". Se o mercado percebe que o governo pode elevar gastos públicos para buscar popularidade, o chamado "risco-país" aumenta.

  • Dólar e Supermercado: A incerteza política pressiona o dólar. Como o Brasil importa muitos insumos para a agricultura e indústria, o custo chega rápido às prateleiras, encarecendo desde o pãozinho francês até eletrônicos.
  • Juros e Crédito: Com a Selic fixada em 14,90% em fevereiro, o custo do dinheiro permanece alto. A XP Investimentos estima que essa taxa restritiva reduziu o poder de compra das famílias em 7% nos últimos meses, dificultando financiamentos.
  • Atividade Econômica: O Banco Central projeta um crescimento do PIB de 1,6% a 1,8% para este ano, uma desaceleração causada em parte pelo "compasso de espera" das empresas, que aguardam o resultado das urnas para decidir sobre novos investimentos e contratações.

Desafio da estabilidade até outubro

Analistas da FGV destacam que cortes na taxa de juros só devem ganhar força se houver sinais claros de estabilidade política pós-março. Até lá, a projeção da inflação (IPCA) segue em 3,97%, sob pressão constante de variações cambiais típicas de anos de transição ou reeleição.

Para atravessar este período, a recomendação de especialistas é a cautela financeira: priorizar reservas de emergência em ativos de baixo risco, como o Tesouro Selic (que se beneficia dos juros altos atuais), e evitar novos endividamentos de longo prazo enquanto as taxas permanecerem no patamar restritivo.

Tags:

Economia Eleições