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Eleições 2026 já mexem no dólar, nos juros e na confiança do consumidor

Polarização nas pesquisas e calendário eleitoral aumentam cautela de investidores e elevam sensibilidade do dólar e da inflação

  • M
  • Maiara Baloni

Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 05:00

CENÁRIO POLÍTICO
CENÁRIO POLÍTICO Crédito: REPRODUÇÃO

O ano de 2026 começa com a economia como o principal campo de batalha do ciclo eleitoral. Dados recentes de institutos de pesquisa confirmam que a opinião pública sobre o desempenho da atual gestão está polarizada: a aprovação oscila perto dos 47%, enquanto a desaprovação beira os 49%. Esse cenário de empate técnico gera cautela imediata no mercado financeiro e afeta diretamente a confiança de quem consome.

O Calendário que mexe com o mercado

CENÁRIO POLÍTICO E ELEIÇÕE 2026 por REPRODUÇÃO

O investidor e o consumidor devem ficar atentos aos prazos oficiais da Justiça Eleitoral, pois cada etapa altera as expectativas econômicas e a cotação da moeda:

  • Março e Abril: Período de movimentações partidárias intensas, que podem sinalizar o grau de apoio a reformas econômicas no Congresso.
  • 6 de maio: Prazo final para regularização do título. É o marco técnico que consolida o tamanho do eleitorado apto a votar e intensifica as estratégias de campanha dos partidos.
  • 20 de julho a 5 de agosto: Realização das convenções. É quando o mercado avalia se os planos econômicos apresentados possuem responsabilidade fiscal ou se tendem ao populismo.
  • 4 de outubro: Primeiro turno das eleições. Além do Executivo, haverá a renovação de dois terços do Senado, conforme a regra constitucional de alternância das cadeiras, e de toda a Câmara dos Deputados.

Por que as urnas fazem o preço subir?

A relação entre política e bolso ocorre por meio do que os economistas chamam de "ancoragem de expectativas". Se o mercado percebe que o governo pode elevar gastos públicos para buscar popularidade, o chamado "risco-país" aumenta.

  • Dólar e Supermercado: A incerteza política pressiona o dólar. Como o Brasil importa muitos insumos para a agricultura e indústria, o custo chega rápido às prateleiras, encarecendo desde o pãozinho francês até eletrônicos.
  • Juros e Crédito: Com a Selic definida em 14,90% ao ano na reunião mais recente do Copom, o custo do dinheiro permanece alto. A XP Investimentos estima que o atual nível de juros tem comprimido o consumo das famílias, reduzindo a capacidade de financiamento e o acesso ao crédito.
  • Atividade Econômica: Segundo o Relatório Focus, que consolida as estimativas do mercado financeiro, a mediana das projeções para o PIB neste ano gira em torno de 1,7%, refletindo um ambiente de juros ainda elevados e maior cautela nos investimentos, em meio ao cenário eleitoral.

Desafio da estabilidade até outubro

Analistas da FGV destacam que cortes na taxa de juros só devem ganhar força se houver sinais claros de estabilidade política pós-março. Até lá, a projeção da inflação (IPCA) segue em 3,97%, sob pressão constante de variações cambiais típicas de anos de transição ou reeleição.

Para atravessar este período, a recomendação de especialistas é a cautela financeira: priorizar reservas de emergência em ativos de baixo risco, como o Tesouro Selic (que se beneficia dos juros altos atuais), e evitar novos endividamentos de longo prazo enquanto as taxas permanecerem no patamar restritivo.

Tags:

Economia Eleições