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Matheus Marques
Publicado em 8 de maio de 2026 às 17:00
A segurança dos dados fiscais no Brasil enfrenta um desafio crítico neste período de declaração do IRPF 2026. A detecção de um aplicativo falso que atingiu 16 mil usuários evidencia a sofisticação da engenharia social aplicada ao crime financeiro. Esse cenário de vulnerabilidade serviu de pano de fundo para a sanção da Lei nº 15.397/2026, publicada no último dia 30 de abril, que endurece as penas para crimes cibernéticos. >
A nova legislação mira de forma mais agressiva não apenas quem executa a fraude, mas toda a cadeia de receptação e o benefício econômico derivado desses golpes. Ao ampliar as penas para furto, roubo e receptação de ativos digitais, o governo ataca o motor financeiro que sustenta as fraudes eletrônicas.
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Veja os tipos mais comuns de fraude virtual
Os ataques atuais vão além do simples "phishing" (técnica de engenharia social onde criminosos se passam por fontes confiáveis). Os criminosos estão utilizando dados reais dos contribuintes para simular débitos e pendências fiscais, gerando um senso de urgência que leva ao erro. >
Mensagens de texto e e-mails sobre supostas irregularidades no CPF são as iscas preferidas para direcionar o tráfego a sites espelhados, onde o contribuinte acaba entregando suas credenciais de acesso bancário. >
Para as instituições financeiras e de tecnologia, o desafio é manter o compliance e a agilidade no bloqueio de transações fraudulentas originadas nesses apps maliciosos.>
A sanção da nova lei pelo presidente Lula representa um endurecimento necessário no combate à economia do crime digital. Ao ampliar as penas para furto, roubo e receptação, o governo ataca o motor que sustenta as fraudes eletrônicas. >
Para o cidadão comum, o momento exige cautela redobrada: a recomendação é utilizar exclusivamente o portal e-CAC ou o app oficial da Receita para qualquer movimentação fiscal. A verificação sistemática da procedência de softwares é a primeira linha de defesa para evitar que os dados pessoais se tornem ativos no crescente mercado ilegal de informações financeiras.>