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Zé Cocá diz que Jerônimo não melhorou a vida dos baianos e prevê vitória em primeiro turno

Pré-candidato a vice-governador na chapa liderada por ACM Neto afirma que interior sofre com a falta de planejamento do governo estadual

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 9 de abril de 2026 às 06:00

Prefeito de Jequié e pré-candidato a vice-governador, Zé Cocá
Ex-prefeito de Jequié e pré-candidato a vice-governador da Bahia, Zé Cocá Crédito: Divulgação

Anunciado como pré-candidato na chapa liderada por ACM Neto (União Brasil) ao governo da Bahia em março, Zé Cocá (PP) não quer ser um vice decorativo. Para isso, possui um objetivo claro: aproximar ainda mais o interior durante a campanha eleitoral e garantir que todas as regiões sejam priorizadas se for eleito. Em entrevista ao CORREIO, o ex-prefeito de Jequié abriu o jogo sobre o rompimento com o grupo governista, criticou a falta de planejamento de Jerônimo Rodrigues (PT) e disse acreditar que a eleição será definida em primeiro turno. 

Zé Cocá foi prefeito de Lafaiete Coutinho, cidade baiana de 4 mil habitantes, em 2008, tendo sido reeleito quatro anos depois. Se elegeu deputado estadual e permaneceu no cargo até 2020, quando venceu a eleição para a prefeitura de Jequié. Em 2024, foi reeleito com 92% dos votos válidos. A trajetória política consolidada aliada à presença no interior foram alguns dos fatores determinantes para compor a chapa oposicionista. 

ACM Neto e Zé Cocá durante anúncio em Jequié por Divulgação

O ex-prefeito de Jequié se afastou da base governista após constatar a quebra de promessas feitas durante a última campanha. Ainda entrevista, ele defende o combate rápido e eficaz ao crime organizado.

Em declarações passadas, o senhor afirmou que decidiu aderir à oposição após o descumprimento de promessas do grupo governista. Em que medida isso pesou para o seu ingresso na chapa de oposição ao PT?

A gestão pública é muito dinâmica. O governador fez vários compromissos com a nossa região e não vemos essas coisas acontecendo. Não tem como construir uma aliança quando isso acontece. Quando eu falei com Neto vi, além da determinação, uma pessoa altamente focada e planejada. E não se faz gestão pública sem planejamento. O que vemos no governo de Jerônimo é uma total falta de planejamento, uma desorganização, e quem perde é a população que está na ponta.

O interior do estado tem sido priorizado na atual gestão? 

Creio que não. As ações no interior foram muito pequenas. Qual foi a grande obra estruturante de Jerônimo Rodrigues nesses quatro anos? Você não vê uma. Só vê pequenas obras em poucos lugares, muitas que já eram da gestão passada e não do governo dele. Então, o governador ganhou a eleição por conta do interior, perdeu nas grandes cidades e ganhou nas pequenas, mas não há planejamento para melhorar a vida das pessoas. 

Recentemente, o senhor criticou o atraso das obras da ponte Salvador-Itaparica. Na sua visão, há relação com a falta de planejamento? 

Para mim, quem fica com a maior responsabilidade é Jerônimo. Há quatro anos atrás, ele disse que ele e Lula iriam trazer a ponte, caso Lula ganhasse. Ele se escondeu atrás da chapa majoritária nacional, dizendo que se Lula ganhasse, a Bahia iria mudar. Mas eu me pergunto, o que mudou na Bahia nos últimos quatro anos? A ponte não saiu, a ferrovia Oeste-Leste também não. Não vemos obras estruturantes que melhorem a vida das pessoas sendo feitas em parceria com o governo federal. 

Qual deve ser o impacto do cenário nacional nas eleições deste ano? 

Essa polarização só é interessante para Jerônimo porque ele vai querer novamente se esconder atrás de Lula de novo. Mas dessa vez não tem como porque ele governou nos últimos quatro anos e precisa dizer o que fez no mandato. Na última eleição, ele era uma promessa, mas agora é realidade. Eu acho que a polarização é real, e a gente precisa discutir isso com muita sabedoria, com muita paciência para ver quem é o melhor candidato para a Bahia.

Um dos principais temas que devem ser debatidos nas eleições deste ano é a segurança pública. Por que o governo não consegue solucionar esse problema, na sua avaliação? 

É uma questão de falta de planejamento e eficiência na gestão. Se o governo não tem um plano de gerenciamento de crise, não vai acontecer nunca. O governo, hoje, vive de tapar buracos. O que vemos nos presídios é falta de estrutura e segurança, além de indicações políticas, em sua maioria. Desse jeito, não tem como funcionar. 

A Polícia Militar está querendo trabalhar, mas sem condições porque o Estado não tem um projeto de segurança arrojado e equilibrado. Então, os policiais sentem medo. Há uma perseguição mais aos policiais do que aos bandidos. Isso tudo deixa a polícia desmobilizada e desacreditada. Então, precisa de um projeto de governo bem organizado, ordenado, rápido e eficiente para gerenciar a crise. Goiás, por exemplo, fez isso, mas a Bahia, infelizmente, até hoje não conseguiu fazer. 

Qual deverá ser o seu papel como vice-governador, caso seja eleito? 

Quero participar com mérito, atraindo principalmente o interior para mais perto da gestão. Aquelas pessoas que mais precisam, que não tiveram acesso a emprego, renda, educação e à segurança pública de qualidade. Então, é aproximar de fato, para gerar riqueza para essas pessoas que não conseguem evoluir devido à distância das políticas públicas. Vamos mostrar, em um futuro próximo, que a gestão de Neto chegou em todos os quatro cantos da Bahia. 

Nesta semana, o Novo, partido presidido no estado pelo ex-deputado federal José Carlos Aleluia, declarou apoio à pré-candidatura do grupo de oposição. Como avalia a ampliação da base de apoio?

É uma pauta muito importante. Aleluia vinha pontuando em todas as pesquisas, e a candidatura dele, polarizando entre o PT e a oposição, poderia fazer com que tivéssemos segundo turno, assim como aconteceu com (João) Roma na eleição passada. Ele foi muito responsável quando se sentou com a gente e discutiu para que a gente faça uma eleição competitiva, que seja de um único turno.

Evento de apoio do Novo a ACM Neto por Divulgação

O senhor prevê, então, que a eleição seja decidida em primeiro turno? Por quê?

Sim. Essa eleição será definida em um único turno porque ficaram dois candidatos, além do candidato do PSOL, que na passada teve 0,5% dos votos. Não desmerecendo o candidato, mas não estamos vendo muita possibilidade de crescimento. Se na eleição passada tivesse sido (ACM) Neto, Jerônimo e o candidato do PSOL, teria terminado em primeiro turno. Então, a soma da oposição, todo mundo falando a mesma língua, cristaliza e fortalece ainda mais o voto a ACM Neto na Bahia.