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Cine Glauber Rocha divulga imagens de vandalismo após limitar acesso ao terraço: 'Ambiente voltou a ser tranquilo'

Administração afirma que pichações e depredações pararam depois que entrada no espaço passou a ser permitida apenas para clientes com ingresso

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 12 de maio de 2026 às 12:29

Cine Glauber Rocha
Cine Glauber Rocha Crédito: Divulgaçao

A administração do Cine Glauber Rocha divulgou nesta terça-feira (12) imagens que mostram atos de vandalismo registrados na estrutura do tradicional cinema, localizado no Centro de Salvador. A divulgação acontece semanas depois de o espaço passar a restringir o acesso ao terraço apenas a pessoas com ingressos para as sessões em cartaz.

Os registros publicados no Instagram mostram pichações e danos em áreas do prédio histórico. Segundo Claudio Marques, diretor do cinema, a decisão de controlar a entrada foi tomada para preservar o patrimônio cultural. “Infelizmente, nos últimos meses, começamos a ter comportamentos que não condizem com o local”.

De acordo com Marques, o contrato de concessão do espaço prevê a obrigação de conservação do imóvel. Ele explicou que, antes da mudança, outras medidas chegaram a ser adotadas, mas não tiveram o resultado esperado. “No contrato de concessão, uma das minhas obrigações é zelar pelo patrimônio histórico”, disse. “Passamos a fechar o terraço de forma frequente, o que foi uma tristeza.”

Cine Glauber Rocha divulgou imagens de depredação por Divulgação

Ainda segundo o diretor, desde que o acesso ao terraço passou a ser limitado a clientes do cinema, os episódios de depredação deixaram de ser registrados.

“As pichações e depredações cessaram. Nunca mais observamos comportamentos não condizentes com o ambiente”, declarou.

Vídeo viral

A repercussão sobre a restrição começou após um vídeo publicado pelo influenciador Marcelo Filho viralizar nas redes sociais no último fim de semana. Na gravação, ele relata que foi impedido de subir ao terraço sem a compra de ingresso. “Vim hoje aqui esperar uma amiga e fui tentar subir lá no terraço e disseram que não [poderia entrar], só se tivesse ingresso”, comentou.

O influenciador também questionou o fato de o cinema funcionar em um imóvel vinculado à Secretaria de Cultura do Estado e cedido à iniciativa privada. Em resposta, Claudio Marques afirmou que o espaço opera com recursos próprios.

“O Glauber foi reformado com capital privado e se mantém por esforços próprios. A única exceção foi a lei emergencial Paulo Gustavo”, explicou.

Em nota de esclarecimento, a administração informou ainda que o aluguel devido ao Estado é revertido, desde a pandemia, em ingressos destinados a estudantes da rede pública estadual. Segundo o cinema, cerca de dois mil alunos são atendidos mensalmente pela iniciativa, em parceria com as secretarias estaduais de Cultura e Educação.

O texto também destaca que, apesar de não possuir obrigação contratual de contrapartida social, o cinema mantém sessões com ingressos entre R$ 9 e R$ 10 e afirma ter exibido mais de 135 filmes brasileiros em 2026.

Sobre o controle de acesso ao terraço, a administração relatou que o espaço vinha sofrendo com pias quebradas, furto de lâmpadas e danos aos desenhos em homenagem ao cineasta Glauber Rocha.

“Operamos com acesso controlado há pouco tempo e os resultados são positivos: as depredações cessaram e o ambiente voltou a ser tranquilo e acolhedor”, informou a nota.

Com vista para a Baía de Todos-os-Santos, o terraço do cinema é um dos espaços culturais mais conhecidos da capital baiana e costuma receber apresentações musicais, eventos e sessões especiais.

Inaugurado em 1919 com o nome de Kursaal Baiano, o prédio é um dos cinemas mais tradicionais do país. O espaço passou a se chamar Cine Guarani antes de receber, em 1981, o nome atual em homenagem a Glauber Rocha.