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"Ela sempre se metia nas brigas pra proteger a mãe", lamenta tia de jovem morta por ex-padrasto

Mariane Martins Figueredo foi morta com pelo menos 15 facadas dadas pelo ex-padrasto. "Ele tinha raiva dela", conta família

  • Foto do(a) author(a) Gil Santos
  • Gil Santos

Publicado em 5 de dezembro de 2014 às 08:52

 - Atualizado há 3 anos

Mariane Martins Figueredo foi morta com 15 facadas(Foto: Reprodução/Facebook)Mariane Martins dos Santos Figueredo, 21 anos, foi morta com pelo menos 15 facadas dadas pelo ex-padrasto Jackson Cerqueira de Azevedo, na noite da última quarta-feira, na Mata Escura.

Jackson pulou o muro da casa na Travessa Fidelcina, onde morou com a ex-mulher, Marivalda Martins, e matou a ex-enteada, cujo corpo foi enterrado na tarde da quinta-feira (4).

“Ele era agressivo, batia nela (Marivalda) e cansada daquela vida, ela resolveu se separar”, contou uma das irmãs que pediu para não ser identificada.

Jackson não teria se conformado com o fim do relacionamento e, apesar de sair de casa, continuou perseguindo e ameaçando a esposa.

Mariane era a filha mais velha e batia de frente com o padrasto. “Quando eles estavam juntos, ela (Mariane) sempre se metia nas brigas para proteger a mãe. Ele tinha raiva dela por isso”, contou Lucidalva Martins, tia de Mariane.

Por volta das 20h30, ele escalou o muro da casa e subiu até o primeiro andar, onde Marivalda e Mariane estavam.

A jovem de 21 anos havia chegado do primeiro dia de trabalho em uma gráfica, alguns minutos antes, e tinha amamentado a filha de 1 ano.

Ela e a criança estavam deitadas na cama de um dos quartos quando foram surpreendidas pelo agressor.

Armado com uma faca, ele deu golpes nas pernas e no abdômen de Mariane e seguiu atrás de Marivalda. No entanto, a jovem ainda conseguiu correr e tentou detê-lo, mas foi novamente atacada. Assustado com os gritos da mulher e da enteada, o suspeito fugiu.

Mariane foi socorrida para o Hospital Geral Roberto Santos, no Cabula, mas morreu minutos depois de dar entrada na unidade. “Ela se debruçou sobre o muro, no primeiro andar, para pedir socorro. Ficou um rastro de sangue no local e dentro da casa parecia cena de filme. Ele tem que pagar pelo que fez”, protestou Lucidalva.Jackson é procurado pela polícia (Foto: Divulgação)Ainda segundo ela, o suspeito deixou a roupa com as marcas de sangue e os documentos no local e fugiu apenas de cueca.

Ontem, vizinhos disseram terem visto Jackson ainda na Mata Escura. 

O pai de Jackson mora em uma comunidade conhecida como Sertanejo, na Avenida Barros Reis, e a mãe, em Valéria.

Ele segue foragido. Jackson, que não teve a idade divulgada,  responde a um processo por homicídio duplamente qualificado em junho deste ano.

Segundo a polícia, ele também é usuário de drogas. Segundo uma das irmãs de Marivalda, o casal se conheceu há três anos.Mariane foi enterrada ontem  enterro no cemitério de Paripe(Foto: Almiro Lopes)Na época, Marivalda morava com  as duas filhas de outro relacionamento — uma delas Mariane. Marivalda e Jackson ficaram juntos até o nascimento de uma filha.

Para tentar escapar das perseguições do ex-marido, Marivalda foi morar com uma irmã no interior do estado, deixando a casa sob os cuidados das filhas.

Mesmo longe, Marivalda permanecia inquieta porque Jackson procurava suas filhas para fazer ameaças. “Ele nunca deixou elas em paz. Na quarta-feira, ele passou o dia lá na rua amolando uma faca, a mesma que ele usou para fazer essa barbaridade”, contou outra vizinha.

Preocupada, Marivalda resolveu procurar o Balcão de Justiça e Cidadania para pedir ajuda. “A audiência estava marcada para hoje (ontem)”, disse Lucivalda. O corpo de Mariane foi sepultado no cemitério de Paripe.