Ladrões cortam cabos no metrô e trens reduzem a velocidade em Salvador

Situação foi normalizada às 10h, segundo a CCR Metrô

Publicado em 25 de setembro de 2017 às 09:39

- Atualizado há 10 meses

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O metrô de Salvador estava funcionando com velocidade reduzida e com maior tempo de espera para os usuários do serviço na manhã desta segunda-feira (25). O problema aconteceu depois que ladrões cortaram e tentaram roubar cabos de fibra ótica de um trecho da linha 2 do metrô de Salvador, próximo à estação Acesso Norte, na Rótula do Abacaxi, em Salvador. Segundo a empresa, a situação foi normalizada por volta das 10h. 

 A circulação dos trens na Linha 1 (Lapa-Pirajá) não sofreu impacto - e sim a linha 2 do metrô que liga a estação do acesso Norte até  Mussurunga, na Avenida Paralela.  "A ação causou danos em parte da rede de fibra ótica que alimenta o sistema de sinalização", explicou a concessionária. A velocidade normal dos trens é de 60 km/h e nesta manhã está funcionando com metade - 30 km/h. 

De acordo com a assessoria de comunicação da CCR Metrô, o roubo fez com que trens passassem a operar no modo manual e por isso a velocidade reduzida. Por conta disso, o tempo de embarque subiu para 8 minutos. O normal seria entre 4 e 5 minutos, nos horários de pico.

Técnicos da empresa foram ao local e a estimativa é de que os reparos fossem concluídos até as 13h. A CCR Metrô ainda informou que não sabe se o ato foi registrado por câmeras de segurança. Os suspeitos ainda não foram identificados.

O caso será registrado na 11ª Delegacia (Tancredo Neves). A PM não foi acionada para atender a essa ocorrência.

Transtornos Quem precisou do metrô pela manhã disse que os atrasos chegaram a mais de uma hora. “Peguei o metrô na Estação Mussurunga às 6h50 e cheguei na estação do Acesso Norte às 8h, quando normalmente a viagem dura cerca de 25 minutos. Cheguei muito atrasada no trabalho”, declara a atendente Karyne Carvalho, 18 anos. 

No mesmo vagão, viajava o policial militar reformado Vicente Neto, 66, que reclamou da superlotação. “Latinha de sardinha era fichinha. Todo mudo apertado. Idosos e mulheres grávidas em pé, porque quem estava sentado não queria ceder o lugar. Em mesmo fui em pé todo o trajeto até o Acesso Norte”, disse.  

Próximo a Vicente estava a dona de casa Maria do Socorro Crispiniano, 53. Ela disse que algumas pessoas passaram mal. “Isso porque estava muito quente devido à quantidade de pessoas aglomeradas e à lentidão no transporte. Eu estava sufocada. Vi na hora de ter um troço e desmaiar”, relata ela, que desceu também na estação Acesso Norte.

O jornalista Yuri Girard pegou o metrô na Estação Flamboyant. Ele conta que, durante o trajeto, funcionários da CCR justificaram o motivo da lentidão. “Disseram apenas que era um problema técnico. Mas soubemos através das redes sociais de que o motivo real se tratava de um roubo de cabos”, diz Girard, que desceu na Estação Iguatemi. Ele entrou no metrô às 8h15 e chegou ao seu destino 9h – habitualmente, a viagem não dura mais do que 20 minutos.