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Da Redação
Publicado em 24 de maio de 2016 às 12:14
- Atualizado há 3 anos
O incêndio de dois ônibus na manhã desta terça-feira (24), em Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador, foi ação de traficantes em represália a uma operação policial, segundo afirmou em nota a assessoria da Polícia Militar. Duas pessoas morreram durante uma troca de tiros entre policiais e bandidos, no bairro do KM 30, na madrugada de hoje.>
"No local, policiais da 22ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Simões Filho) foram informados por populares que o incêndio foi causado por traficantes em represália a uma operação policial, nesta madrugada, após uma troca de tiros com cerca de 15 homens armados, que resultou na morte de dois destes indivíduos acusados de pertencerem ao tráfico de drogas", diz em nota a Corporação.Um ônibus convencional e um micro-ônibus ficaram destruídos por conta das chamas. Segundo a Central de Polícia, cerca de 30 pessoas fizeram uma manifestação no local, por volta das 8h30, na Praça da Bandeira.Segundo o comandante da 22ª CIPM, major Roberto Carlos Fera, os dois suspeitos - ainda não identificados - foram baleados durante uma ronda rotineira. "Uma guarnição estava fazendo rondas no bairro quando encontrou cerca de dez homens armados. Houve troca de tiros e dois deles foram baleados. Eles foram socorridos para o Hospital Municipal de Simões Filho", contou.A assessoria da PM informou que com os dois suspeitos foram apreendidos uma pistola, um revólver, uma espingarda de fabricação caseira, munições de diversos calibres, três coletes balísticos, um tablete de maconha, cinco pedras de crack, além de quatro relógios, dois celulares, duas correntes e a quantia de R$ 1.117.>
A assessoria do Sindicato dos Rodoviários de Camaçari e Região (Sindrod-BA) informou que os veículos incendiados pertenciam a cooperativas e que após o atentado foi preciso aguardar cerca de 1h30 até a via ser liberada. Ainda segundo o sindicato, houve congestionamento, mas o transporta público não foi suspendo no bairro.>
A Polícia Civil informou através da assessoria que até o momento o caso não foi registrado na 22ª Delegacia (Simões Filho) e que os policiais militares envolvidos na ação procuraram a própria corregedoria da Corporação. Não houve registro de policiais ou mais feridos na ação. >