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PMs acusados de matar homem a mando de Popó são soltos

Quinto acusado, o policial civil ainda não se apresentou à polícia

  • D
  • Da Redação

Publicado em 2 de outubro de 2009 às 08:52

 - Atualizado há 3 anos

Os quatro policiais militares acusados de envolvimento na morte do ex-presidiário Moisés Magalhães Pinheiro, no dia 9 de setembro, foram soltos na quinta-feira (1º). O quinto policial suspeito, o agente civil Hamlet Robson Fernandes, ainda não se apresentou à polícia. Os PMs estavam presos desde o dia 24 do mês passado. A libertação foi decidida pela Justiça, após pedido da defesa de anulação da ordem de prisão preventiva.

A suspeita de envolvimento na morte de Moisés também recai sobre o ex-pugilista Acelino Popó Freitas e seu irmão, Luís Cláudio. A delegada Francineide Moura, responsável pelo caso, afirmou na quarta-feira (30) que os policiais poderiam ser soltos. Os PMs foram interrogados no dia 23 de setembro e negaram qualquer envolvimento no crime. Mesmo assim, as prisões preventivas foram decretadas pela juíza Mariana Teixeira Lopes, depois que o polidor Jônatas Almeida, que escapou de ser executado junto com Moisés, reconheceu três dos quatro PMs.

Popó teve o nome ligado ao caso porque foi buscar a sobrinha de 17 anos na casa do namorado, Jônatas, no dia do crime. O polidor contou à polícia que vizinhos afirmaram ter ouvido o pugilista dizer que mandaria policiais à casa. Horas depois, Jônatas e Moisés foram levados por supostos policiais para uma área próxima ao CIA, onde o ex-presidiário foi morto.

Mesmo algemado, Jônatas pulou uma ribanceira e escapou. Popó e Luís Cláudio, pai da adolescente, que está grávida, negam participação no crime, embora tenham assumido conhecer dois dos cinco policiais acusados.

(Notícia publicada na edição impressa do dia 02/10/2009 do CORREIO)