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PMs obrigam homens a cavar terreno de creche em Salvador em busca de drogas

Policiais citaram tiroteio e mochila com drogas; mães criticaram ação e houve tumulto

  • D
  • Da Redação

Publicado em 13 de agosto de 2018 às 18:33

 - Atualizado há 3 anos

. Crédito: Foto: Almiro Lopes/ CORREIO

Uma ação da Polícia Militar assustou crianças de uma creche na localidade do Boqueirão, no bairro da Santa Cruz, em Salvador, na tarde desta segunda-feira (13). Moradores acusam os PMs de invadirem casas e levarem três homens até a creche para cavar buracos em busca de drogas, escondidas no local. Uma mulher também foi detida. A assessoria da PM confirma que levou os suspeitos até o local, após atender a uma ocorrência relacionada ao roubo e desmanche de um carro.

Segundo os moradores, a confusão começou por volta das 11h. “Eles invadiram minha casa e levaram meu neto. Queriam que ele desse conta de drogas que estariam escondidas. Levaram ele para a creche e obrigaram ele a cavar buracos. Eu estava no trabalho quando soube do que aconteceu e quando fui tentar falar com os policiais, eles mandaram eu me afastar”, afirmou a avó de um dos presos, que pediu para não ser identificada.

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De acordo com informações da 40ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Nordeste de Amaralina), policiais militares da unidade foram acionados pelo Cicom (Central de Comunicação das polícias), por volta de 16h30, para atender a uma ocorrência de dez homens armados desmanchando um veículo roubado, modelo Sandero de cor prata, na Rua José Rocha, no Boqueirão. No entanto, a equipe do CORREIO chegou ao local por volta das 16h e os policiais já estavam lá.

"No local a guarnição foi recebida a tiros, houve troca de tiros, mas os suspeitos fugiram e abandonaram o veículo. Em seguida um dos homens foi localizado com ferramentas e as placas do veículo, além de uma porção de maconha", diz a assessoria da PM, em nota divulgada no início da noite. Ação policial aconteceu dentro de creche municipal (Foto: Almiro Lopes/CORREIO) Mochila com drogas Ainda conforme o comunicado, "ao ser interpelado sobre onde ele conseguiu a droga o suspeito de 18 anos apontou uma residência na região, onde foram presos com mais drogas dois homens de 19 e 25 anos". Os suspeitos, segundo a corporação, "levaram os policiais ao local onde havia drogas escondidas, em um terreno baldio atrás da creche". No local os policiais encontraram uma mochila enterrada, na qual havia 45 papelotes de maconha, 1 kg de cocaína, dois sacos com pedras de crack, um rádio comunicador e um carregador de arma longa.

O veículo foi apresentado na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV) e o material apreendido e os suspeitos foram apresentados na 28ª delegacia (Nordeste de Amaralina).

Apreensão em creche Testemunhas contaram que três viaturas chegaram pelos fundos do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Dália Menezes, na Rua Nova República, e pediram que o funcionário da instituição abrisse o portão. Em seguida, levaram os homens até o canto do muro da escola, onde não há grama, entregaram algumas pás e ordenaram que eles cavassem o local. Terreno revirado dentro da creche (Foto: Almiro Lopes/CORREIO) A creche tem 194 alunos, com idades entre 1 e 5 anos. Parte deles estava em aula quando a ação aconteceu. A notícia se espalhou e, assustados, alguns pais correram para buscar os filhos, o que deu início a um tumulto.“Os policiais mandaram a gente se afastar, mas são nossos filhos. Eles não deveriam ter feito essa ação com a escola em aula. Caso aconteça alguma coisa, são crianças que estão em risco”, comentou a mãe de um dos estudantes. Local ficou revirado após a ação policial (Foto: Almiro Lopes/CORREIO) A direção da creche informou que não foi comunicada previamente da ação dos policiais. Procurada, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) informou, em nota, que não vai comentar o caso. "A Secretaria Municipal da Educação (Smed) não vai se manifestar a respeito de um problema de segurança pública, que é de responsabilidade da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Governo do Estado", diz a pasta, em resposta ao pedido de informações enviado pelo CORREIO.

A Polícia Civil informou que vai se pronunciar em breve. O caso foi registrado na 28ª Delegacia.