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OMS monitora mais de 900 casos suspeitos de ebola na República Democrática do Congo

Surto já deixou mais de 200 mortes suspeitas e preocupa autoridades de saúde pela rápida disseminação e falta de vacina para a cepa identificada

  • Foto do(a) author(a) Mariana Rios
  • Mariana Rios

Publicado em 25 de maio de 2026 às 14:46

OMS elevou o risco de disseminação nacional do vírus no país para o nível 'muito alto'
OMS elevou o risco de disseminação nacional do vírus no país para o nível 'muito alto' Crédito: Shutterstock

A Organização Mundial da Saúde acompanha mais de 900 casos suspeitos de ebola registrados na República Democrática do Congo, país que enfrenta um novo surto da doença nas províncias de Ituri e Kivu do Norte. Segundo a entidade, pelo menos 101 casos já foram confirmados laboratorialmente.

De acordo com a OMS, o avanço do surto tem preocupado autoridades internacionais pela velocidade de disseminação da doença e pelas dificuldades de contenção em áreas marcadas por conflitos armados, deslocamentos populacionais e limitações no sistema de saúde.

O Ministério da Saúde congolês contabiliza 204 mortes suspeitas relacionadas ao ebola. A cepa identificada no atual surto é a Bundibugyo, considerada especialmente preocupante porque ainda não possui vacina aprovada nem tratamento específico disponível em larga escala.

A OMS elevou o nível de risco nacional do surto para “muito alto” e mantém alerta regional elevado após a confirmação de casos também em Uganda. Segundo o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o cenário é agravado pela insegurança em regiões afetadas e pela dificuldade de acesso das equipes médicas às comunidades.

Autoridades sanitárias afirmam que o risco global ainda é considerado baixo, já que o vírus não é transmitido pelo ar. O contágio ocorre por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas ou animais contaminados. Entre os sintomas estão febre, vômitos, diarreia, dores musculares e hemorragias.

Especialistas alertam, porém, que o crescimento do número de casos em áreas urbanas e regiões de fronteira aumenta a preocupação internacional com a possibilidade de expansão do surto nos próximos meses.

Tags:

Saúde República Democrática do Congo Vírus África