A chama de Liam Gallagher queima alta na sua estreia solo

popland
11.10.2017, 06:05:00
Atualizado: 11.10.2017, 12:00:47

A chama de Liam Gallagher queima alta na sua estreia solo

Por Hagamenon Brito

Oito anos após a separação do irmão Noel Gallagher e da banda Oasis, um dos maiores fenômenos do rock mundial nos anos 1990, e três anos depois do fim do seu fracassado grupo Beady Eye, o cantor inglês Liam Gallagher, 45, finalmente estreia solo com o álbum As You Were (Warner).

Rockstar

Liam Gallagher, 45 anos, lança o bom álbum As You Were e se apresenta no Lollapalooza Brasil 2018, em março, em São Paulo (Divulgação)

A boa notícia é que o raivoso herói do britpop, que sempre dependeu do irmão Noel para fazer boas canções de rock com guitarras altas e ecos dos Beatles (especialmente da face mais John Lennon da banda), acertou ao buscar coautores da indústria pop para ajudá-lo  a compor o repertório. Especialmente, Greg Kurstin, colaborador de Adele, Lily Allen e Foo Fighters.

A começar pelo single Wall of Glass, uma vibrante canção de rock’n’roll com baixo pulsante, gaita agressiva e guitarras distorcidas, As You Were é o melhor álbum já lançado por Liam Gallagher desde a sua saída do Oasis (e supera também os trabalhos de Noel longe da banda).

Intérprete carismático e impecável, Liam brilha nas canções mais roqueiras  e nas baladas estilo Beatles, sem medo de se inspirar no modelo Oasis e de citar claramente algumas referências, como os Rolling Stones (em You Better Run) e Jimi Hendrix (When I’m in Need), além do Primal Scream em momentos de diversão total (Greddy Soul).

album

Com As You Were, Liam Gallagher - uma das atrações do Lollapalooza 2018, em março, em SP - mostra que seu sonho de rockstar ainda não acabou. E os seus fãs, incluindo os que têm saudades do Oasis, querem que ele continue a sonhar.

Confira o videoclipe de Wall of Glass:


Juca Kfouri confessa

livro

Com quase 50 anos de jornalismo, período em que acompanhou experiências importantes da política, da cultura e do esporte, Juca Kfouri compartilha suas memórias no livro Confesso Que Perdi (Cia das Letras | 264 páginas | R$ 39,90). Juca cobriu todas as Copas do Mundo desde 1982 e, indiretamente, participou da cobertura das Copas de 1970, 1974 e 1978. Contrário à construção do Itaquerão, o corintiano estava no meio da torcida na histórica noite de 1977, quando o time quebrou o jejum de mais de 20 anos sem títulos. "Não sei como, fui parar no gramado do Morumbi, com uma bandeira na mão, bandeira que não levara ao estádio e não me recordo de ter comprado”, lembra, sem lembrar o autor, que dirigiu as revistas Placar e Playboy no auge dessas publicações.

HBO exibe bom documentário sobre Spielberg

cineasta

Dirigido por Susan Lacy, o documentário Spielberg relata a notável carreira de Steven Spielberg. Ele fala com franqueza sobre influências, frustrações e motivações, além de compartilhar histórias pouco conhecidas sobre sua vida e seus filmes. O doc., que estreou segunda, tem novas exibições amanhã (13h05), dia 15 (9h55) e dia 24 (8h30), na HBO.