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Força-tarefa intensifica fiscalização para coibir Feira do Rolo aos domingos


 

Trabalho de fiscalização mais intensa começou no último domingo

  • Da Redação

Publicado em 12/03/2021 às 15:01:52
Atualizado em 23/05/2023 às 02:39:18
. Crédito: Fotos: Ascom/GCM

Aos domingos, a Feira do Rolo causa aglomerações no subúrbio de Salvador intensificando os riscos de contágio da população pelo coronavírus. Em operação conjunta, a Polícia Militar e a Prefeitura, sob a coordenação da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), trabalham, desde o último domingo (7), para coibir a realização da feira. A ação conjunta terá duração de dois meses e conta com a participação de 100 agentes da Semop, da Guarda Civil Municipal (GCM) e da PM-BA. A fiscalização acontece na área que compreende o Largo do Tanque, a Rua Nilo Peçanha e a Baixa do Fiscal.

A iniciativa tem como objetivo principal promover a dispersão das pessoas no local, com presença da força-tarefa atuando de forma ostensiva. Ainda é esperado que a ação consiga desfazer a feira irregular.

“No momento, a prioridade maior que vivemos é a preservação da saúde pública, evitar aglomerações para preservar a saúde. O foco da operação é ocupar o território para impedir que a feira se instale. Inclusive, esse não é um local autorizado pela Prefeitura para esse tipo de comércio”, afirma o comandante da 16ª CIPM, major PM Ribeiro Paz. A corporação atua com diversas unidades, inclusive a Rondesp - BTS, e pode solicitar apoio de tropas especiais durante a ação.

Com apoio de 21 viaturas, três grupos se dividem em rondas na “poligonal” da Feira do Rolo, evitando a aglomeração e impedindo a comercialização dos produtos de origem duvidosa. O material inclui ainda objetos provenientes de descaminhos, falsificados, venda de ilícitos e armas, e até animais silvestres.

De acordo com o Major Ribeiro Paz, as forças de segurança começam a ocupar a área na noite de sábado e o trabalho de fiscalização intensificada perdura até o domingo, ocorrendo, inclusive, durante a madrugada.

A secretária municipal de Ordem Pública, Marise Chastinet, salienta que a Feira do Rolo é cotidiana e irregular. Por esse motivo, as fiscalizações são intensificadas todos os domingos. 

“No entanto, diante do cenário de pandemia, temos realizado uma operação mais fortalecida e não iremos permitir aglomerações ou qualquer outra coisa que vá de encontro aos decretos”, destaca.

O diretor de Operações e Serviços Públicos da Semop, Adriano Silveira, afirma que o que acontece nesta região não é o comércio de ambulantes, mas sim a desordem pública. “Se porventura detectarmos irregularidades, o material é apreendido e, a depender da situação, o indivíduo é encaminhado para a delegacia”, explica.

No primeiro final de semana de fiscalização mais intensa, a região da Feira do Rolo foi esvaziada, segundo o diretor-geral de Segurança e Prevenção à Violência da Guarda Civil Municipal de Salvador, Maurício Lima. 

“A feira não ocorreu. Alguns insistentes levaram mercadorias, mas estas foram apreendidas. Também foram retiradas 4 barracas no chão do largo do tanque, algumas pessoas foram abordadas pela PM para saber da procedência das mercadorias em posse delas”, explica Lima. 40 agentes da Guarda Civil Municipal atuam na operação.

O diretor-geral relembra que repetidas fiscalizações ocorreram na Baixa do Fiscal entre junho e novembro de 2020, o que fez com que os ambulantes passassem a fazer a feira no Largo do Tanque.

“O combate à feira é dificultado pelas pessoas que insistem em comercializar produtos no local e pelo público que vai à feira mesmo sabendo que é irregular. Sem público não teria feira. Com isso, ao invés de colocar energia na pandemia, temos que desviar esforços para combater a feira irregular”, lamenta Lima, que, assim como o Major, pede o apoio da população na ação.

Para o trabalho é importante para que todos entendam que este não é o momento de se aglomerar. “É uma operação positiva, que ocorre sempre de forma exitosa e as equipes estão presentes durante todo o dia, sem deixar o local desguarnecido”, afirma Lima.

A população também pode denunciar aglomerações, som alto ou qualquer outra situação referente aos decretos e ao combate à Covid-19 através do Fala Salvador, pelo número 156 ou site.