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Confira as principais rodas que movimentam o circuito do samba em Salvador


 

Opções para todos os gostos em diversos bairros da cidade

  • Maysa Polcri

Publicado em 29/03/2024 às 16:00:37
Samba de São Lázaro acontece todas as sextas-feiras, a partir das 22 horas. Crédito: Nara Gentil/CORREIO

Se é para falar dos sons que abalam as estruturas de Salvador e arrepiam a pele de baianos e turistas, não tem como deixar de lado um dos ritmos mais tradicionais do Brasil. Os batuques característicos do samba nasceram na Bahia, fruto da herança dos negros africanos que foram escravizados.

O ritmo musical chegou a ser considerado crime, em 1890, e quem fosse pego tocando poderia ficar até 30 dias preso. Os anos passaram e a resistência se tornou sinônimo do samba. Hoje, são diversas opções de rodas que agitam a capital baiana praticamente todos os dias da semana. Confira abaixo o guia especial dos sambas de Salvador.

Samba de São Lázaro

Todas as sextas-feiras, uma multidão se reúne sob a Igreja de São Lázaro e São Jorge para um dos sambas mais famosos da cidade. O samba de São Lázaro, que chegou a ser chamado de “samba clandestino” por burlar as regras da pandemia, atrai, principalmente, grupos de jovens. O som começa tarde, a partir das 22 horas, e são duas opções: o samba de mesa do Bar da Dilma e as apresentações que acontecem no largo, aberto ao público. O primeiro custa R$10 e o segundo é de graça.

Clube do Samba no Pelourinho

Localizado ao lado do tradicional Bar Cravinho, no Pelourinho, à primeira vista pode ser difícil encontrar o Clube do Samba. A placa com o nome do estabelecimento aponta para um corredor estreito. A surpresa vem quando o visitante atravessa a passagem e chega ao fundo do sobrado.

O charme do espaço são as pinturas nas paredes de retratos de sambistas brasileiros. Se você chegar cedo, é provável que as pessoas estejam sentadas nas cadeiras de madeira, típicas dos bares raiz. Com o passar do tempo, no entanto, elas são deixadas de lado e a roda de samba anima os clientes.

Duas bandas principais se revezam nos dias das apresentações de samba, que ocorrem às terças-feiras (19h), sextas (12h e 20h), sábado (11h e 19h) e domingo (17h). A entrada custa R$15 e o espaço é uma boa opção para comemorar aniversários. Mas não chegue tarde porque à meia-noite os músicos encerram as apresentações.

Sambinha no Garcia

No Final de Linha do Garcia, o samba de mesa acontece sempre aos sábados, a partir das 17 horas. O público se posiciona ao redor dos músicos, em pé, e dançam conforme a trilha sonora. Nas mãos, quase sempre um copo ou garrafa de cerveja. Como acontece na rua, a apresentação é gratuita.

Casa Di Rosa na Saúde

Sábado também é dia de samba na Saúde. Uma das opções, entre as rodas mais tradicionais da cidade, fica na Casa Di Rosa Feijoada e Afins. Por lá, além da música boa, os pratos servidos são atração à parte. O som começa a rolar a partir das 16 horas e atrai um público diverso. Aberto há pouco mais de dois anos, o espaço já garantiu lugar no roteiro dos sambas de Salvador e até Compadre Washington já se apresentou por lá.

Feira de São Joaquim

Quem está em busca de samba raiz não pode deixar de visitar a Feira de São Joaquim, na Calçada. Por lá, duas rodas acontecem aos domingos. À partir das 13 horas, o Samba da Feira acontece no píer, de graça. Um pouco mais tarde, às 16 horas, é o Samba do Quiabo que rola solto, na Praça do Quiabo.

Batatinha Bar

A casa onde o compositor baiano Batatinha morou, na Ladeira dos Aflitos, se tornou bar e restaurante há pouco mais de um ano. Comandado pela cantora Patrícia Ribeiro, o Batatinha Bar atrai um público diverso todas as quartas-feiras, a partir das 21 horas, quando uma roda de choro homenageia o ícone que dá nome ao bar. Outras rodas de samba acontecem aos finais de semana, mas é preciso ficar atento à programação divulgada nas redes sociais. A entrada custa R$20.

Roda de Samba Mulheres de Itapuã

Cansadas de encontrar rodas de samba onde só homens de apresentam, mulheres de Itapuã criaram um grupo exclusivamente feminino e se apresentam em diversos pontos da cidade.

O coletivo de mulheres homenageia grandes sambistas brasileiras, como Gal do Beco e Tia Ciata. As apresentações costumam ser abertas ao público e as datas são divulgadas nas redes sociais.

Samba Água de Pote

Na rua Antônio Casaes, em Itapuã, o point do samba é o bar Água de Pote. Diversos grupos musicais se apresentam nas sextas-feiras, finais de semana e feriados. O espaço fica lotado de visitantes que tem muito samba no pé. É difícil encontrar quem fique parado.

Espaço Nu Quintal do Samba

No Saboeiro, o dia de samba é sábado. A partir das 21 horas, a mistura de partido alto e pagodinho toma conta do Espaço Nu Quintal do Samba, na Rua Estácio de Lima. O ambiente é fechado, climatizado e fica movimentado até às 3 horas da manhã. 

O projeto especial Som Salvador é uma realização do Jornal Correio, com patrocínio da Unipar, apoio institucional da Prefeitura Municipal de Salvador e apoio da Wilson Sons e Salvador Shopping.