Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

A BR-242 é uma estrada que não perdoa

Nos últimos doze meses, pelo menos nove pessoas morreram em acidentes no trecho da rodovia que corta o município de Seabra, na Chapada Diamantina

  • Foto do(a) author(a) Donaldson Gomes
  • Donaldson Gomes

Publicado em 30 de maio de 2026 às 05:00

A BR-242 corta a Bahia no sentido Leste-Oeste, integrando a região Oeste ao litoral  Crédito: Divulgação/Dnit

Nicolas Dourado da Silva, um menino de 6 anos, morreu, vítima de um acidente fatal na BR-242, no município de Seabra, na Chapada Diamantina. O garoto, de acordo com uma reportagem do Chapada News, era filho do motorista de uma carreta, que desviou para evitar uma colisão frontal com outro veículo e acabou tombando num trecho famoso por causar acidentes na região, a “curva do S”.

Este texto começa com o nome da criança, no lugar de destacar o fato de que nos últimos doze meses, a rodovia matou nove pessoas no perímetro do município, de acordo com registros aqui mesmo no CORREIO, e em veículos de imprensa da região. As vítimas da 242 têm nomes, histórias, sonhos e famílias esperando que elas voltem para casa em segurança. Se forem acrescidas as mortes em estradas vicinais, o total de perdas sobe para 15.

Nos últimos anos, me dividi entre Salvador e Seabra e me impressionou a conexão que a cidade tem com a BR. O município de aproximadamente 50 mil habitantes, localizado no centro geográfico da Bahia, é cortado pela rodovia e cresce ao redor dela. Uma das poucas cidades da Chapada Diamantina que não possui grandes atrativos naturais ou turísticos, Seabra é o polo de serviços da região, além de estar pertinho de tudo. De lá para locais como a Pratinha, o Morro do Pai Inácio, Mucugezinho ou o Vale do Capão, por exemplo, é “um pulo”. E para ir a qualquer destes locais, é preciso trafegar, pelo menos, algumas dezenas de quilômetros pela BR-242, cuja estrutura continua praticamente a mesma de 30 anos atrás, quando deixei Seabra pela primeira vez.

Em junho do ano passado, uma colisão entre um carro e uma carreta deixou quatro mortos. Um mês depois, o acidente entre um caminhão-baú e uma carreta provocou um incêndio que causou duas vítimas fatais. Em 23 de março deste ano, o motorista de um caminhão-tanque foi morto após sair da pista, e, quatro dias depois, foi a vez de Fagner Fernandes de Oliveira, após o caminhão que dirigia colidir com outro.

Há cerca de um ano, escrevi aqui mesmo a respeito das péssimas condições de conservação da rodovia, que nas últimas décadas adquiriu importância econômica ímpar para a Bahia. Enquanto os nossos governantes patinam na tentativa de construir uma ferrovia para escoar as safras agrícolas do Oeste até o litoral, quem cumpre este papel é a BR-242 que vive, a qualquer hora do dia ou da noite, abarrotada de caminhões, carretas de até 30 metros, além de veículos transportando gigantescos equipamentos para geração de energia. Junte-se a isso, o fluxo turístico, além de uma estrada com um traçado de curvas fechadas, aclives e declives acentuados, poucos trechos de ultrapassagem e sinalização falha. Viajar em segurança pela BR-424 requer mais do que um veículo em boas condições e um motorista atento – é bom pedir a ajuda divina. A 242 é uma estrada que não perdoa.

O menino Nicolas estava em um veículo que transportava farelo de soja. Quando a BR-242 foi projetada, esta demanda logística era incipiente em relação ao que é hoje. Talvez esteja na hora de o governo federal pensar, com seriedade, na duplicação de trechos, criação de terceiras faixas e quaisquer outras iniciativas que façam a rodovia deixar de ser um caminho de mortes.

Olhem para a Dinamarca

As canetas emagrecedoras, quem diria, está engordando o PIB da Dinamarca. O país nórdico projeta um crescimento de 2,7% em sua economia este ano, quase 1 ponto percentual a mais que as projeções para a expansão da economia brasileira. E o detalhe é que este 1 ponto de diferença se deve à expansão da indústria farmacêutica, com uma grande participação da Novo Nordisk – dona do Ozempic e do Wegovy. Claro que vale falar sobre a febre das canetas, entretanto cabe louvar o investimento em ciência e tecnologia dos dinamarqueses. A notícia também mostra a importância da indústria química, que por aqui anda de lado há algum tempo. Com um quinto do PIB brasileiro e uma população 35 vezes menor, o país nórdico tem uma participação muito maior que a brasileira no mercado de exportações de alto valor agregado, com destaque para a produção de medicamentos, biotecnologia, equipamentos industriais, transporte marítimo e equipamentos para geração de energia.

Faltou o ronco?

A apresentação da Ferrai Luce não aconteceu do jeito que a marca italiana esperava. Na última segunda-feira (dia 25), a montadora apresentou o veículo, um SUV elétrico, e o resultado foi uma queda de 8,37% nas ações da empresa na bolsa de Milão. O modelo, que custa US$ 610 mil, algo em torno de R$ 3,2 milhões, foi desenhado pela Lovefrom, responsável pelo design do iPhone, tem desempenho compatível com o que se espera da marca e chegou até a ser apresentado ao papa Leão XIV, mas nada disso adiantou. O ex-presidente da Ferrari, Luca Cordero di Montezemolo, não poupou críticas ao modelo. Este, "os chineses não vão copiar", disse, apontando o que seria a única vantagem do novo carro. "Há o risco de destruir um mito, e lamento profundamente. Espero que pelo menos retirem o 'Cavallino Rampante' deste carro", pediu.

Luce é o primeiro carro 100% elétrico da Ferrari Crédito: Divulgação / Ferrari

IA Sustentável

Alguns dos investidores das maiores empresas de tecnologia do mundo, carinhosamente chamadas de bigtechs, estão preocupados com o alto consumo de eletricidade das ferramentas de inteligência artificial. Os acionistas da Amazon, por exemplo, votaram uma proposta pedindo que a empresa divulgue mais informações sobre o assunto. Os da Meta e Alphabet, do mesmo modo, de acordo com uma reportagem da Bloomberg. A preocupação do grupo é que a corrida tecnológica faça as bigtechs esquecerem dos seus compromissos climáticos. Desde o retorno de Donald Trump à presidência dos EUA, a agenda ESG perdeu um pouco do protagonismo, mas a iniciativa mostra que ela ainda não está morta.

Se a moda pega...

O governo da Alemanha está querendo sanar um problema econômico causado pelas baixas taxas de natalidade no país cobrando mais impostos de quem não tem filhos. A ideia é sanar o rombo do auxílio-invalidez, pago a idosos e doentes crônicos, com a elevação em 0,1 ponto percentual a alíquota do tributo que banca os benefícios sociais por lá, de acordo com reportagem da Deutsche Welle. Até 2028, o auxílio-invalidez deve atingir um déficit de 22 bilhões de euros, o que equivale a quase R$ 132 bilhões. Hoje, um em cada cinco alemães têm 67 anos ou mais.

meme da semana

Essa escala 6x1 ninguém quer encerrar...  Crédito: Reprodução @jornalsensacionalista

Parece que estamos fadados a falar de Neymar nas próximas semanas. Após a convocação, o craque e eterno ‘menino da Vila’ se apresentou com uma lesão mais grave do que se imaginava e agora tem a participação no próximo mundial colocada em risco pela imprensa.

(Viu algum meme interessante? Encaminha para donaldson.gomes@redebahia.com.br)