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Animação não é (só) para crianças: 10 filmes adultos, filosóficos e sombrios

A ausência das amarras físicas do cinema live-action oferece aos diretores uma tela em branco para experimentar temas mais densos

  • Foto do(a) author(a) Alan Pinheiro
  • Alan Pinheiro

Publicado em 9 de maio de 2026 às 06:01

Perfect Blue (1997)
Perfect Blue (1997) Crédito: Reprodução

A ideia de que a animação é um formato restrito ao entretenimento infantil é um dos maiores e mais persistentes mitos da sétima arte. Na realidade, a ausência das amarras físicas do cinema live-action oferece aos diretores uma tela em branco para experimentar atmosferas sombrias e dilemas filosóficos densos. Confira abaixo 10 filmes de animação que não foram feitos para o público infantil.

Em clássicos como o thriller psicológico Perfect Blue (1997) e a odisseia surrealista Paprika (2006), a animação é elevada a um estado de delírio estético. Essa força também ecoa em obras que apostam no simbolismo denso e na abstração absoluta, a exemplo do enigmático Angel's Egg (1985) e das cores psicodélicas do folclore húngaro em O Filho da Égua Branca (1981).

O Filho da Égua Branca (1981) por Reprodução

Quando o formato se volta para a brutalidade da história e a angústia inerente à condição humana, o impacto emocional atinge contornos devastadores. É o que acontece em Túmulo dos Vagalumes (1988), do Studio Ghibli, uma das narrativas antimilitares mais sombrias e viscerais.

O incômodo ganha outras texturas visuais em produções que desafiam as técnicas tradicionais: seja através da pintura a óleo animada que dá o tom melancólico à biografia póstuma Com Amor, Van Gogh (2017), ou pela perturbadora estética em stop-motion na antologia The House (2022).

O potencial da animação para a crítica social e política é igualmente avassalador, utilizando o design de personagens para expor a crueza do mundo contemporâneo. O subestimado Uma Grande Aventura (1978) utiliza animais antropomorfizados para construir uma alegoria sociopolítica brutal e sangrenta sobre sobrevivência e totalitarismo, enquanto a meticulosa simetria de Ilha dos Cachorros (2018) camufla debates sérios sobre deportação e segregação.

Fechando o escopo com acidez, o neo-noir independente chinês Have a Nice Day (2017) utiliza uma paleta hiper-realista para tecer um comentário cínico sobre a ganância e o capitalismo.