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O jiu jitsu precisa 'fechar a guarda' contra casos de abusos

Investigações envolvendo o treinador amazonense reacendem debate sobre ética, poder e responsabilidade no esporte

  • Foto do(a) author(a) Donaldson Gomes
  • Donaldson Gomes

Publicado em 9 de maio de 2026 às 05:00

Melqui Galvão construiu uma das equipes de competição mais vencedoras do país nos últimos anos Crédito: Reprodução

Melqui Galvão, pai e treinador de um dos maiores nomes do jiu jitsu brasileiro, está preso por suspeita de ser um predador sexual. É acusado de ter abusado sexualmente de, pelo menos, sete alunas, algumas com idades entre 12 e 14 anos. E os depoimentos que foram tornados públicos até agora indicam que ele usou da sua posição como professor e, em muitos casos, também como provedor – parece que escolhia as crianças mais vulneráveis socioeconomicamente. Um monstro, sem dúvidas.

Após as revelações, Micael Galvão, o Mica, filho de Melqui manifestou-se contra os crimes do pai, tentou mudar o nome da academia, a icônica BJJ (de Brazilian Jiu Jitsu) College, e seguir a vida. Não conseguiu. Você deixaria sua filha numa escola onde paira uma nuvem pesada dessas? Alguns dias depois voltou à arena das redes sociais para dizer que vai se recolher e cuidar da família. Faz bem, penso eu.

Não há qualquer evidência de participação, ou acobertamento por parte de Melqui. Tem 22 anos, e em 2022, tornou-se o mais jovem campeão mundial da história na faixa-preta e tem tudo para seguir adiante sem o pai.

Permitam-me não trazer mais detalhes a respeito do caso específico, mas como um teimoso praticamente da arte suave há pouco mais de dez anos, sinto-me no dever de trazer algumas reflexões mais gerais. Embora não tenha colocado o tradicional BJJ após o meu nome em nenhuma das minhas redes sociais, o jiu jitsu se tornou parte essencial em minha vida, tornou-me mais mais forte, flexível e resiliente. Acredite, os “cinco minutinhos, sem perder a amizade” de um bom combate são viciantes. Certamente, isso popularizou a arte oriental, que foi repaginada pela família Gracie aqui no Brasil.

Por isso, a queda de Melqui Galvão é uma tragédia coletiva. Ele destruiu a infância de meninas, estraçalhou as famílias delas, além da dele próprio, e escancarou o que muita gente nos tatames ainda não tinha percebido: nem todo mundo que veste um quimono vive o bushido, o código de honra dos samurais. Para muitos, aquilo ali só serve para pescar uma ou outra frase bonitinha. O caso atual é certamente o mais grave de que se tem notícia, mas, vez por outra, surgem boatos aqui e ali, que indicam um problema mais amplo.

A comunidade do jiu jitsu deveria tratar este momento como uma oportunidade de ruptura e transformação. É hora de aprender com a aviação sobre a política de erro zero, onde se retiram de cada acidente lições para que aquilo não volte a se repetir. Ou estudar as “regras de ouro” que a Petrobras criou após acidentes fatais em plataformas e outras estruturas. É hora de se antecipar aos problemas, criando políticas, métodos e regras para garantir a integridade.

Um grande amigo, com quem conversei sobre o assunto, disse não achar justo que toda a comunidade pague por erros individuais, mas é como as coisas são. Não basta ser um lutador brilhante para se tornar um bom professor. Um espaço confortável não garante uma boa academia. O ambiente precisa ser saudável e proteger os vulneráveis com regras claras e tolerância zero a desvios. As crianças, as mulheres, os mais velhos, e todo mundo que necessita dos benefícios da defesa pessoal e da prática de um esporte maravilhoso, precisam encontrar no tatame esta segurança. É hora de 'fechar a guarda', como se diz nos tatames. 

Menos comida

As idas e vindas relacionadas à guerra no Oriente Médio, que em um dia parece se aproximar do fim e no outro retorna com ainda mais força, pode custar até 10 bilhões de refeições por semana para o mundo. O problema é que o conflito interfere na cadeia de fornecimento dos fertilizantes e de alguns dos seus principais ingredientes, como aponta uma reportagem recente da BBC. Sem os insumos adequados para a produção agrícola, a tendência é que muitas lavouras percam produtividade, gerando escassez de alimentos e, consequentemente, altas de preços. A estimativa da Yara, uma das grandes produtoras mundiais de fertilizantes, é que meio milhão de toneladas do produto nitrogenado tenham deixado de ser produzidas desde o início do conflito. Em algumas culturas, produzir sem os insumos pode levar a uma queda de produtividade de até 50%.

O caso da Ypê

É surreal o efeito que a notícia de contaminação em um lote dos detergentes e sabões líquidos produzidos pela Ypê vem causando no país. A Anvisa apontou falhas na produção no lote 1, portanto quem tem o produto em casa precisa olhar se a numeração do lote termina com o numeral, deve suspender o uso do produto e entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa, disponível nas embalagens dos produtos. O problema é que ninguém atende no serviço, que provavelmente deve estar sobrecarregado de ligações. Nas redes sociais há relatos de desespero, com pessoas agindo como se os produtos fossem radioativos. A Ypê diz que a decisão foi "arbitrária e desproporcional". Além disso, disse ter laudos próprios comprovando que os produtos são seguros. O ideal, até novas instruções, é suspender o uso e aguardar novas instruções.

Risco BTS

A ONG Justice Working Group (TJWG), que atua na defesa dos direitos humanos, com sede na Coreia do Sul, diz que houve um aumento acentuado em execuções na Coreia do Norte por conta de acessos e divulgação de cultura estrangeira, religião e supertições. Entre 2020 e 2024, 153 pessoas teriam sido condenadas à morte por causa destas acusações. Um dos "crimes" mais comuns é ouvir K-pop, ritmo visto no norte da península como uma arma ideológica do sul. Agora, imagina Kim Jong-Un, líder norte-coreano vendo mais de 50 mil pessoas reunidas no México para tentar ver os integrantes do BTS, que foram recebidos pela presidente Claudia Sheinbaum na última quarta-feira (dia 06).

Funcionária da ONU

A mulher que agrediu uma atendente de 34 anos em um drive-thru do McDonald’s em Brasília, é funcionária da ONU. Huíla Borges Klanovichs, de 35 anos, é analista de recursos humanos do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Segundo o órgão, ela foi suspensa administrativamente enquanto ocorrem as investigações. A agressão foi motivada pela presença de cebola no sanduíche dela. Além da troca, a mulher queria que a atendente lhe pedisse desculpas e perdeu a compostura diante da negativa. Que coisa…

meme da semana

Neymar se desentendeu com e Robinho Jr, por causa de uma jogada durante um treino no Santos, e teria dado um tapa no garoto, que é afilhado dele. E o pior é que, para alguns, o agredido ainda está errado por ter dado queixa. Vai entender... 

Clima pesou no Santos após episódio entre Robinho Jr e Neymar Crédito: Reprodução @santosfc_memes

(Viu algum meme interessante? Encaminha para donaldson.gomes@redebahia.com.br)