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Reino Unido denuncia ação russa contra cabos e oleodutos e expõe nova frente da guerra global

Operação secreta no mar revela escalada de tensões entre potências e reforça cenário de disputa silenciosa por infraestrutura estratégica

  • Foto do(a) author(a) Donaldson Gomes
  • Donaldson Gomes

Publicado em 11 de abril de 2026 às 05:00

Imagem de um dos submarinos russos que teria sido flagrado pela Marinha Britânica Crédito: Ministério da Defesa do Reino Unido

Na última semana, o governo do Reino Unido revelou o que poderia ser mais uma das teorias da conspiração alimentadas pela escalada dos conflitos militares nos últimos tempos – ou até mesmo o roteiro para um bom filme de ação. A marinha britânica enfrentou secretamente em suas águas uma frota russa que, durante mais de um mês, teria tentado sabotar cabos e oleodutos europeus. Coisa dos tempos da Guerra Fria.

Quem contou a história foi o ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey. Segundo ele, a frota britânica foi reforçada com embarcações e aviões militares da Noruega. Em suas palavras, Healey deu a entender que operações militares deste tipo são mais frequentes do que parecem.

O ministro disse que seu governo tomou a decisão de torná-la pública para que o presidente russo Vladimir Putin soubesse que sua atividade foi detectada. "Ao presidente Putin, eu digo, nós o vemos. Vemos sua atividade sobre nossos cabos e oleodutos, e o senhor deve saber que qualquer tentativa de danificá-los não será tolerada e terá sérias consequências", avisou.

Este está longe de ser o único exemplo prático de que as grandes potências mundiais travam uma batalha cada vez mais ferrenha e menos silenciosa pelo controle do mundo. Pode até ser o mais claro, porém não o único.

Há alguns dias, assisti no Flow Podcast, o comentarista geopolítico Robinson Farinazzo analisando as defesas do Irã. O capitão de fragata da reserva da Marinha Brasileira, que se tornou comentarista de geopolítica, garantia que o Irã não estava se defendendo sozinho das formidáveis forças de ataque norte-americana e de Israel. Rússia, China, ou os dois? Vai saber, mas o fato é que por diversas vezes, o presidente dos EUA, Donald Trump, garantiu ter destruído as defesas persas, para logo em seguida vê-las novamente operacionais.

Outra entrevista bastante interessante durante a semana que passou foi a do professor Leonardo Trevisan, da ESPN, especialista em política externa. Ele falou à rádio Bandnews sobre a escolha do Paquistão para mediar a paz. Para Trevisan, a China está por trás do adversário histórico da Índia e está sendo usado não só para encerrar uma guerra que custa caro para o mundo hoje, mas também para ajudar os asiáticos a avançar estrategicamente no futuro.

Ao escolher colocar o Paquistão em evidência na geopolítica mundial, a China estaria atingindo a Índia, a quem enxerga como a sua potencial antagonista nas relações econômicas futuramente.

E é claro que tudo isso pode não passar da mais barata teoria da conspiração, mas quem pode garantir que não haja verdade nestas batalhas secretas?

Prêmio de Hulk

Hulk, o cão farejador que revelou o esconderijo de 48 toneladas de maconha no Complexo da Maré, já esfacelou o prêmio recebido pela ação. Responsável pela maior apreensão de drogas da história do Brasil, com um prejuízo estimado para o crime de aproximadamente R$ 50 milhões, o pastor belga malinoir foi recompensado com o seu brinquedo favorito, uma bolinha de tênis, que pouco depois foi alegremente destruída por ele. Como é de se esperar de um cão policial, Hulk leva uma vida pacata e sem exageros. "A recompensa deles é o brinquedo. Quando eles vêm de grandes apreensões, a gente deixa que eles fiquem mais tempo com a bolinha, por exemplo. Como o instinto de caça deles é bem alto, acabam destruindo o brinquedo porque querem muito ele. E também é uma forma de eles desestressarem", explica o sargento Wildemar de Oliveira, condutor de Hulk.

Navios a etanol

Com o petróleo no centro dos grandes conflitos mundiais, é acalentadora a notícia sobre os primeiros navios transoceânicos do mundo movidos a etanol. As embarcações serão construída na China, pela Shandong, mas a encomenda é brasileira, da mineradora Vale. O contrato entre as empresas é de 25 anos e prevê a construção de dois navios, de acordo com reportagem da Reuters. Os dois navios terão 340 metros de comprimento, capacidade para 325 mil toneladas de minério e entrega a partir de 2029. Além da propulsão com etanol, as embarcações serão equipadas com velas rotativas, para aproveitar a energia eólica. A guerra no Oriente Médio é um sinal claro que a transição energética precisa ser priorizada não apenas por motivos ambientais, mas econômicos também.

Limpou a lista

A Justiça determinou a retirada da BYD do cadastro de empregadores que submeteram trabalhadores a situações análogas à escravidão, conhecida como "lista suja". A decisão foi tomada poucos dias após a inclusão da montadora em uma liminar concedida pela 16ª Vara do Trabalho de Brasília (TRT-10), segundo notícia do portal G1. Normalmente, os nomes permanecem na lista, que é elaborada pelo Ministério do Trabalho, por dois anos, ou quando os empregadores solicitam a assinatura de um acordo para regularizar a situação. O caso da BYD remonta a dezembro de 2024, quando 163 operários foram resgatados em condições degradantes em Camaçari, onde a montadora instalava a sua fábrica. Os trabalhadores eram ligados a uma terceirizada da BYD, que teve o contrato rescindido recentemente. Toda esta história causa grande desconforto tanto para a BYD, quanto para a China, que reagiu com uma nota sobre a inclusão da empresa. Enquanto a liminar estiver em vigor, está tudo certo.

Ainda estão lá

Três das seis bandeiras fixadas por austronautas norte-americanos na Lua ainda estão lá, cinquenta anos após o programa Apollo, aponta reportagem da Deutsche Welle. O Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), da Nasa, capturou imagens que mostram as sombras das bandeiras das missões Apollo 12, 16 e 17. A bandeira da Apollo 11, primeira a ser hasteada por Neil Armstrong e Buzz Aldrin, em 20 de julho de 1969, teria caído pouco depois de ser fixada. Aldrin contou ter visto ela tombar com a onda de choque causada pela decolagem do módulo lunar. Quanto às bandeiras das missões Apollo 14 e 15, o destino é incerto.

meme da semana

Este meme voltou a circular após as pesadas ameaças de Trump contra o Irã, seguidas de um enorme recuo. Sempre que Trump recua, seus adversários, e até alguns aliados, trazem de volta a ideia de que ele “sempre amarela”, representada pela sigla Taco: “Trump Always Chickens Out”.

Você acha que Trump amarelou? Crédito: Reprodução

(Viu algum meme interessante? Encaminha para donaldson.gomes@redebahia.com.br)