Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Maysa Polcri
Publicado em 3 de junho de 2026 às 20:12
Atrasos de salários, falta de insumos básicos, equipamentos quebrados e contaminação de água. Essas são algumas das denúncias feitas contra o Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães (HRDLEM), em Porto Seguro, no sul da Bahia. Nesta quarta-feira (3), o governo da Bahia informou que decidiu encerrar o contrato com o Instituto Setes, que administra a unidade de saúde. >
De acordo com nota da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), a decisão foi tomada após um acompanhamento técnico da unidade identificar inconformidades assistenciais, operacionais e administrativas no hospital. >
Médicos relatam situações de descaso, água contaminada e falta de salário no Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães
A pasta também informou que instituiu uma comissão de monitoramento permanente e outra de transição para que o atendimento ao público não seja prejudicado. "O grupo ficará responsável por acompanhar a operação da unidade, avaliar medidas imediatas de estabilização assistencial e garantir que a mudança de gestão ocorra sem interrupção do atendimento à população", informa. >
Uma nova entidade deverá ser convocada para assumir a gestão do hospital, com previsão de início da operação ainda em junho. A comissão será presidida pela administradora hospitalar Lívia Oliveira.
>
Como mostrou reportagem do CORREIO, funcionários do Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães denunciam diversas irregularidades no trabalho. Entre elas, o atraso de salários. O último pagamento teria sido feito em fevereiro, segundo os relatos. >
Além da falta de insumos básicos e de roupas cirúrgicas a equipamentos quebrados há mais de seis meses, somou-se a contaminação da água do hospital, que teria sido afetada por superbactérias. O hospital é gerido pelo Instituto Setes desde o final do ano passado. >
Unidade de referência na região, o hospital atende especialidades como trauma, neurocirurgia e cirurgia geral. Lá, há duas UTIs com 30 leitos e uma sala vermelha com 20 leitos. Mesmo com esse porte, contudo, há seis meses o tomógrafo não funciona.>