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Wendel de Novais
Publicado em 27 de maio de 2026 às 12:25
A empresária Flávia Barros chegou a terminar o relacionamento com o policial penal Tiago Sóstenes Miranda dias antes de ser assassinada após ele disparar tiros para o alto durante uma festa em Paulo Afonso, no norte da Bahia. A informação faz parte da denúncia apresentada pelo Ministério Público de Sergipe (MPSE), que detalhou, em vídeo divulgado nesta semana, os momentos que antecederam o feminicídio ocorrido durante uma viagem do casal a Aracaju. >
Segundo o MP, Tiago — ex-diretor de um conjunto penal baiano — não aceitava o fim da relação e conseguiu convencer Flávia a reatar após insistentes pedidos de desculpas. As investigações apontam que o relacionamento era marcado por ciúmes excessivos, comportamento possessivo e tentativas de controle por parte do acusado.>
Flávia Barros era empresária e influenciadora
O crime aconteceu em um hotel no bairro Coroa do Meio, na Zona Sul da capital sergipana. Conforme a denúncia da 3ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri, o policial penal arrombou a porta do quarto onde Flávia estava hospedada e efetuou diversos disparos à curta distância. Os tiros atingiram principalmente a cabeça da empresária, que estava deitada na cama no momento da execução.>
Ainda de acordo com o Ministério Público, a arma usada no assassinato foi uma pistola calibre .40 de uso restrito pertencente à Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia. O investigado possuía porte funcional por atuar no sistema prisional baiano. Preso preventivamente, Tiago segue custodiado no Presídio Militar de Sergipe.>
A investigação também aponta que o policial penal escondia da vítima que era oficialmente casado e mantinha família em outro estado. Mesmo assim, segundo o MP, ele se apresentava publicamente como noivo de Flávia.>
Na noite anterior ao crime, o casal participou de uma festa em Aracaju acompanhado de amigos. Conforme a apuração, Tiago demonstrou irritação durante o evento, saiu sozinho do local e permaneceu aguardando a chegada da empresária na área externa do hotel. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele tentou contato telefônico antes de invadir o quarto.>
Para o Ministério Público, o homicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar e foi motivado por razões ligadas à condição do sexo feminino. A Promotoria pediu que Tiago Sóstenes Miranda seja levado a júri popular por feminicídio consumado, com agravantes por uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e pela utilização de arma de fogo de uso restrito.>
O órgão também solicitou novas diligências, incluindo laudos de balística, toxicologia e perícia em celulares e notebook apreendidos durante a investigação. Além disso, o MPSE pediu à Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia o envio do histórico funcional do servidor e o compartilhamento das provas com a Justiça de Paulo Afonso, onde ele também é investigado pelos disparos efetuados durante a festa que antecedeu o crime.>
Tiago é suspeito de matar a companheira Flávia em um quarto de hotel