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Wendel de Novais
Publicado em 27 de maio de 2026 às 08:23
Uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes eletrônicos em diferentes estados do país, com parte do esquema na Bahia, virou alvo de uma operação deflagrada na manhã desta quarta-feira (27). A quadrilha é investigada por fraudes virtuais, estelionatos eletrônicos e furtos de cartões bancários durante grandes eventos. Ao todo, mandados judiciais foram cumpridos em 10 cidades dos estados de São Paulo e Rio Grande do Norte. >
Entre os principais golpes atribuídos ao grupo está o chamado “falso advogado”. Segundo as investigações, os criminosos acessavam informações verdadeiras de processos judiciais e entravam em contato com vítimas fingindo ser advogados ou representantes de escritórios de advocacia. >
Para convencer os alvos, utilizavam nomes reais, linguagem jurídica, fotos e até documentos autênticos relacionados às ações judiciais. Com isso, induziam as vítimas a realizar transferências bancárias sob justificativas falsas, como suposta liberação de valores na Justiça, pagamento de custas processuais ou desbloqueio de alvarás. >
Caso é investigado pela Polícia Civil
As apurações também identificaram um núcleo especializado em furtar cartões bancários durante shows e eventos de grande porte em cidades da Bahia, Pernambuco e Paraná. De acordo com a investigação, um dos integrantes se passava por vendedor ambulante e, no momento do pagamento, trocava discretamente o cartão da vítima por outro semelhante. >
Depois do furto, os cartões eram utilizados para compras de alto valor, principalmente equipamentos eletrônicos e videogames. Os produtos, segundo a polícia, eram revendidos posteriormente em uma loja suspeita de receptação em São Paulo. >
Ainda conforme as investigações, o grupo movimentou mais de R$ 4,2 milhões em operações financeiras ligadas aos crimes. Os investigadores apontam que a quadrilha possuía atuação interestadual e mantinha ramificações também no Rio de Janeiro, Pernambuco e Paraná. >
Parte dos mandados teve como foco a apreensão de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos que podem ajudar a identificar novos envolvidos e aprofundar o rastreamento financeiro da organização criminosa. >
Batizada de Operação Falsa Ordem, a ofensiva foi realizada pela Polícia Civil da Bahia, por meio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) e da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC). >