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Larissa Almeida
Publicado em 21 de maio de 2025 às 05:30
Motivo de fim de casamentos, o ronco é um dos tipos de problemas mais comuns de acometer homens e mulheres ao longo da vida. Em geral, ele aparece como indicativo de mais de um problema de saúde, sendo que pode ser agravado por maus hábitos na rotina. De acordo com a médica otorrinolaringologista Érica Campos, ele também pode ser classificado em mais de um tipo conforme a gravidade do caso e é mais frequente em um dos gêneros. >
Com maior número de casos em adultos, o ronco pode surgir como decorrência do sobrepeso e de questões da própria anatomia do paciente, como desvio de septo, hipertrofia de correntes nasais, queixo pequeno – que faz com que a língua fique posicionada para trás – e fatores neurológicos que podem impactar os tonos muscular da faringe, favorecendo os roncos. >
Conforme a estatística, quem mais sofre com o problema são os homens. “Eles têm mais tendência a roncar porque, na população geral, são os homens que têm mais sobrepeso. No entanto, o sexo masculino, isoladamente, não é um fator de risco para ronco”, explica a especialista Érica Campos. >
Os roncos são classificados como ronco primário e secundário. Esse último é o mais famoso, uma vez que está ligado a apneia do sono – distúrbio respiratório durante o sono caracterizado por pausas na respiração devido à obstrução das vias aéreas superiores. O primário, por sua vez, decorre de problemas que não culminam em apneia do sono, sendo, portanto, conhecido como ‘problema do vizinho de travesseiro’. >
A otorrinolaringologista garante que o problema tem solução. Na infância, como o ronco, geralmente, está atrelado à hipertrofia de adenoide, o tratamento consiste em tratar essa condição. Já entre adultos, é preciso investir em terapias ou em cirurgias, a depender do caso clínico. >
“O tratamento vai desde cirurgias para corrigir questões anatômicas até o uso de dispositivos na boca, que chamamos de aparelho intraoral, que ajuda com a tração de língua. Outro meio é o uso do Cpap, que é a máquina que funciona por pressão positiva e o paciente utiliza uma máquina para dormir”, detalha a médica. >
As dicas para evitar o ronco incluem a adoção de uma dieta, a prática de exercícios e a escolha de um lado para dormir – em vez de dormir de barriga para cima ou para baixo. Em caso de identificação do ronco, é aconselhável buscar atendimento médico, uma vez que algumas medicações, para casos específicos, podem auxiliar na diminuição ou no controle da questão. >